Homens e mulheres são diferentes no corte das relações

Rejeição amorosa analisada pelos cientistas

08 setembro 2003
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Qualquer divórcio ou separação amorosa traz grandes conflitos e sofrimento. Não existe sentimento mais duro do que a separação forçada. Mas no que toca a rejeição amorosa, homens e mulheres apresentam razões bem diferentes para cortar radicalmente.
 

 

Quando se trata das razões citadas para deixar alguém, «homens e mulheres foram diferentes em tudo», explicou o investigador William F. Chaplin, da Universidade do Alabama, em Tuscaloosa.
 

 

Quase todos nós sofremos ou provocamos um corte em algum relacionamento amoroso. Os resultados de um levantamento norte-americano revela precisamente isso: cerca de metade dos adultos nos EUA - 46 por cento - admite ter recebido uma «tampa» romântica, no mínimo duas ou três vezes, na vida. Outros 22 por cento disseram já ter terminado o relacionamento com um número que variou de seis a dez pessoas.
 

 

Muitos trabalhos observaram os factores que atraem as pessoas, mas poucos avaliaram as razões que as levam a romper as relações.
 

 

Em três estudos que envolveram quase 500 adultos, a equipa registou as lembranças sobre os motivos de uma rejeição romântica e os métodos usados para tal. Os níveis de contacto variaram de recusa a um convite indesejado e negação de um encontro a um rompimento de uma relação duradoura.
 

 

No total, os cientistas obtiveram 124 razões, as quais foram organizadas em escalas como atracção física, valores materiais, biografia e demografia. Alguns exemplos dos motivos mais comuns para a rejeição incluíram «falta de atracção», «prosperidade financeira improvável», «não ter carro», «ser rude», «personalidade fraca» ou «não ser divertido».
 

 

Apesar da espécie de conflitos, as mulheres bateram aos pontos os homens ao apresentaram uma tendência maior a relatar mais razões ou ser mais discriminadoras em todas as categorias. Apenas uma única excepção? As mulheres relutaram em rejeitar alguém somente pela aparência.
 

 

No entanto, o mesmo não ocorreu entre homens. É que eles, adianta o líder da investigação, foram muito mais propensos a rejeitar alguém devido à atracção física. Segundo os investigadores, a afirmação «não és tu, sou eu» pode ser verdadeira algumas vezes. «Pode-se rejeitar alguém sem ter nada contra a pessoa, apenas por causa das suas próprias», reforçou o cientista.
 

 

Com relação aos métodos usados para recusar encontros ou romper relações, as pessoas mostraram tendência maior a mentir. As «mentiras inofensivas» mais comuns incluíram inventar desculpas, falar sobre outros planos ou não dizer a verdade sobre a disponibilidade.
 

 

As pessoas foram mais propensas a dizer um «não» a um pretendente quando abordadas com o objectivo de praticar sexo. Nessas situações, uma simples recusa foi boa, mesmo que soasse como uma intenção. Se falhava, muitos apelavam para outros truques como ignorar a pessoa ou dar um número de telefone falso.
 

 

A maneira de deixar uma pessoa desconcertada provavelmente varia. E os estudos continuam. Com este trabalho, refere a equipa, apenas arranhou a superfície de um tema que envolve formas interessantes e importantes de interacção entre homens e mulheres. «Entender essas razões será muito útil para ajudar homens e mulheres a ter uma perspectiva melhor sobre o comportamento dos outros».
 

 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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