Homem paralisado volta andar após transplante de células da cavidade nasal

Estudo publicado na revista “Cell Transplantation”

24 outubro 2014
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Um homem paralisado desde 2010 voltou andar após ter sido submetido a uma terapia completamente inovadora que envolveu o transplante de células da cavidade nasal para a espinal medula, dá conta um estudo publicado na revista “Cell Transplantation”.
 

Quando a espinal medula fica danificada, forma-se tecido cicatricial no local da ferida o que faz com que as fibras nervosas parem de crescer. O investigador Geoffrey Raisman, da University College London, no Reino Unido, pensou que talvez as fibras nervosas conseguissem crescer se tivessem uma “ponte” para atravessar o tecido cicatricial.
 

Após vários anos de pesquisa, a sua equipa focou-se nas células nervosas que estão envolvidas na sensação de odor, as chamadas olfactive ensheathing cells ou OEC, pois estas são o único tipo de células conhecidas capazes de se regenerarem.
 

Assim, neste estudo os investigadores começaram por retirar um dos bolbos olfativos do paciente e colocaram as OEC em cultura. Duas semanas mais tarde, foram dadas 100 microinjeções na parte superior e inferior da falha na espinal medula do paciente e foram colocadas células do tornozelo nesta zona da coluna vertebral que tinha sido cortada. A ideia foi utilizar OECs para estimular as fibras nervosas a crescerem ao longo da falha, utilizando a células nervosas do tornozelo como ponte.
 

Antes do tratamento, o paciente tinha estado paralisado durante cerca de dois anos, não tinha demonstrado sinais de melhoria apesar dos vários meses de intensa fisioterapia a que este foi submetido.
 

As sessões de exercício, cinco horas por dia e cinco dias por semana, continuaram após este procedimento. Três meses mais tarde, o paciente começou a sentir melhorias, e seis meses após a cirurgia foi capaz de dar os primeiros passos ao longo de barras paralelas. Agora, dois anos após o tratamento, é já capaz de andar na parte exterior do centro de reabilitação.
 

"É incrível ver como a regeneração da medula espinal, algo que foi considerado impossível ao longo de muitos anos, está a tornar-se numa realidade”, conclui um dos autores do estudo, Pawel Tabakow.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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