Homem paralisado consegue movimentar as pernas

Estudo publicado na revista “Mayo Clinic Proceedings”

06 abril 2017
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Uma equipa de investigadores e médicos conseguiu fazer com que um homem conseguisse fazer movimentar as pernas que estavam paralisadas há três anos.
 
O trabalho, que é o resultado de uma colaboração entre investigadores da Clínica Mayo e da Universidade da Califórnia em Los Angeles, EUA, consistiu na utilização de um dispositivo de estimulação elétrica na medula espinhal e de fisioterapia intensa para fazer com que o homem movimentasse intencionalmente as pernas, se levantasse e fizesse movimentos semelhantes a passos. 
 
O paciente de 26 anos tinha lesionado a medula espinhal na sexta vértebra torácica, a meio das costas, e sido diagnosticado com lesão medular completa, sendo que não conseguia mexer-se nem sentir nada abaixo do meio das costas.  
 
Inicialmente, o homem foi submetido a 22 semanas de fisioterapia, com três sessões semanais de treino para preparar os músculos para tentar efetuar tarefas durante a estimulação da medula espinhal. O paciente foi submetido a exames regulares e alguns resultados sugeriram que a sua lesão poderia ser incompleta, o que sugeria que poderia manter algumas interligações dormentes.
 
Após terminar a fisioterapia, foi implantado um elétrodo no espaço epidural perto da medula espinhal, abaixo da área lesionada do paciente através de cirurgia. O elétrodo está ligado a um dispositivo debaixo da pele do abdómen do paciente, controlado por computador e envia corrente elétrica para a medula espinhal, permitindo ao paciente criar movimentos.
 
Seguidamente à recuperação da cirurgia, o paciente foi submetido a mais fisioterapia com estimulação de forma a permitir movimentos. 
 
Nas primeiras duas semanas, o homem conseguiu intencionalmente: controlar os músculos, deitado de lado, o que resultou em movimentos nas pernas; fazer movimentos semelhantes a passos, quando deitado de lado, bem como pôr-se de pé com algum apoio; pôr-se de pé independentemente com os braços apoiados em barras para fazer movimentos intencionais ou volitivos. 
 
“Estamos muito entusiasmados porque os nossos resultados foram além das nossas expectativas”, comentou Kendall Lee, neurocirurgião, investigador e diretor do Laboratório de Engenharia Neural da Clínica Mayo.
 
Estes factos sugerem que os pacientes com lesões incompletas de medula espinhal poderão ser candidatos a esta terapia epidural. No entanto, são necessários mais estudos sobre a contribuição de uma lesão incompleta para a função de recuperação. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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