HIV2 em Moçambique terá entrado através de militares portugueses

Estudo publicado no "Virology Journal"

07 setembro 2011
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Militares portugueses que participaram na guerra colonial podem estar associados à entrada do HIV-2 (um dos vírus causadores da SIDA ) em Moçambique, defende o líder de uma investigação sobre a prevalência do vírus em Maputo.

 

"Se olharmos para a história do que pode ser a introdução do HIV-2 em Moçambique, suspeita-se que tenham sido militares portugueses que foram transferidos de países da África Ocidental para Moçambique durante a guerra colonial", explicou à agência Lusa, Cremildo Maueia, responsável por uma investigação sobre a prevalência do vírus em Maputo.

 

O HIV-2 tem predominância nas regiões da África Ocidental, estando a sua disseminação associada a rotas migratórias humanas. O estudo liderado por Mauiea foi realizado no Departamento de Imunologia do Instituto Nacional de Saúde de Moçambique, contou com a colaboração de investigadores brasileiros e foi publicado na última edição do "Virology Journal".

 

Nas conclusões finais, o estudo aponta que a taxa de prevalência de HIV-2 em Maputo é baixa, uma vez que na amostra de 1200 pacientes infectados apenas se apuraram três casos. "A frequência do HIV-2 é baixa. Em termos do estudo, a prevalência apontada é 0,25% na cidade de Maputo" afirmou Maueia.

 

"Grande parte dos militares (portugueses) fixaram-se na província de Nampula, por isso deve ser lá que se pode fazer uma pesquisa verdadeira sobre a prevalência do HIV-2", afirmou o investigador, explicando o motivo pelo qual as conclusões do estudo não podem ser aplicadas a todo o território moçambicano.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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