HIV: no caminho de tratamento mais eficaz

Estudo publicado na revista “Nature”

03 junho 2013
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Investigadores americanos conseguiram descrever pela primeira vez a estrutura química do capsídeo do vírus VIH, uma cápsula proteica que protege o material genético do vírus e que facilita a sua proliferação, o que poderá conduzir ao desenvolvimento de novas terapias, segundo o estudo publicado na revista “Nature”.
 

Há já algum tempo que os investigadores tentam decifrar a estrutura do capsídeo. “O capsídeo é muito importante para a replicação do VIH, assim, o conhecimento detalhado da sua estrutura poderá conduzir ao desenvolvimento de novos fármacos capazes de tratar e prevenir a infeção“, revelou, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Peijun Zhang.
 

Estudos anteriores já tinham demonstrado que o capsídeo do VIH continha uma série de proteínas idênticas que formavam complexos em forma de pentágonos e hexágonos. Contudo, ainda não se tinha descoberto o número exato de proteínas envolvidas e de que forma os complexos proteicos pentagonais e hexagonais se associavam para formar o capsídeo.
 

Neste estudo, os investigadores da University of Pittsburgh School of Medicine, nos EUA, decidiram utilizar um microscópio de elevada resolução e um programa de computador para calcular de que forma as 1.300 proteínas do capsídeo se encaixavam entre si.
 

Este processo revelou que havia interações importantes entre moléculas envolvidas na estrutura e estabilidade do capsídeo. As potenciais vulnerabilidades encontradas nesta cápsula protetora do vírus poderão ser exploradas pelos investigadores para o desenho de novos fármacos capazes de atacar o problema da resistência ao VIH.
 

O capsídeo tem de ser manter intacto para proteger o genoma do VIH e este ser capaz de infetar as células humanas, mas uma vez dentro das células, esta estrutura tem que se desagregar para que o conteúdo viral seja libertado e o vírus se consiga replicar. O desenvolvimento de fármacos capazes de interferir com a função do capsídeo poderá evitar a reprodução do vírus”, explicou a investigadora.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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