HIV ataca células-estaminais no cérebro

Estudo apresentado na revista “Cell Stem Cell”

19 agosto 2007
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O vírus da Sida danifica o cérebro de duas maneiras: matando as células cerebrais e impedindo o nascimento de novas. As conclusões do novo estudo efectuado pelo Burnham Institute for Medical Research e pela University of Califórnia, em San Diego, EUA, foram publicadas na revista “Cell Stem Cell”.
 

 

Os resultados da investigação efectuada em ratinhos demonstraram, pela primeira vez, que o HIV afecta as células-estaminais. E, segundo a equipa de cientistas, estes dados ajudam a esclarecer um problema conhecido como demência associada ao vírus da Sida, que pode causar confusão mental, distúrbios do sono e perda de memória em pessoas infectadas com o vírus.
 

 

“O vírus mata as células do cérebro, mas também parece impedir a divisão das células-estaminais”, referiu, em comunicado de imprensa, o líder da investigação, Marcus Kaul, acrescentando que se trata de “um duplo ataque ao cérebro: a proteína do HIV causa as lesões e impede a recuperação."
 

 

O problema é menos comum em pessoas que tomam anti-retrovirais destinados a conter as cargas virais no organismo. Mesmo assim, segundo outro investigador que participou no estudo, Stuart Lipton, a acção dos fármacos no cérebro não o protege a 100%, uma vez que “permite a criação de um ‘reservatório secreto’ do vírus”.
 

 

A demência associada ao HIV está a tornar-se cada vez mais comum, já que os pacientes estão a envelhecer.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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