História familiar de Alzheimer relacionada com pressão arterial elevada

Estudo publicado nos "Archives of General Psychiatry"

09 novembro 2009
  |  Partilhar:

Os adultos de meia idade cujos pais sofrem de Alzheimer têm um risco aumentado de terem pressão arterial elevada, aterosclerose e certos marcadores de inflamação no sangue, todos eles factores que propiciam o desenvolvimento da doença de Alzheimer anos mais tarde, defende um estudo publicado nos “Archives of General Psychiatry”.

 

Para este estudo, os investigadores da University Medical Center, em Amesterdão, Holanda, compararam factores de risco vascular e inflamatório, nomeadamente a pressão arterial elevada e os níveis de proteínas pró-inflamatórias, conhecidas como “citoquinas”, no sangue, em 206 indivíduos filhos de 92 famílias com história de doença de Alzheimer e em 200 indivíduos filhos de 97 famílias sem história desta patologia. Aos participantes foi medida a pressão arterial, foram recolhidas amostras de sangue por forma avaliar as características genéticas e os níveis de colesterol, de citoquinas e de outras substâncias inflamatórias, e foram ainda recolhidas as suas características sócio-demográficas, história médica, informações sobre a sua dieta, exercício físico e níveis de stress.

 

O estudo revelou que 47% dos adultos cujos pais sofriam de Alzheimer eram portadores do gene APOE e4, conhecido por estar associado com a doença. Por seu turno, nos indivíduos sem história familiar de doença de Alzheimer, 21% eram portadores desse mesmo gene. Adicionalmente, aqueles que tinham história familiar de Alzheimer apresentaram valores elevados de pressão arterial sistólica e diastólica, sinais de doença arterial e de níveis elevados de várias citoquinas pró-inflamatórias. Contudo, outros factores de risco cardiovascular, nomeadamente níveis elevados de colesterol e glicose, não estavam associados a história familiar de Alzheimer.

 

Em declarações ao sítio Sciencedaily, o líder do estudo afirmou que os resultados “mostraram que a pressão arterial elevada e a presença de citoquinas pró-inflamatórias na meia-idade contribuiem significativamente para a doença de Alzheimer". Assim, uma intervensão precoce pode ajudar na prevenção da doença de Alzheimer.

 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.