História do uso de agentes biológicos na guerra

Coimbra acolhe conferência

11 abril 2003
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A história da utilização de agentes biológicos como instrumentos de guerra, que começou há quase dois mil anos com o bombardeamento de barcos com serpentes, vai ser analisada amanhã, sábado, em Coimbra, pelo microbiólogo António Veríssimo.
 

 

A iniciativa, que se insere no ciclo de conferências «Um Embrião de Cultura Científica», promovido pela Associação Nacional de Bioquímicos (ANBIOQ), pretende promover a discussão sobre a investigação das armas biológicas.
 

 

Em causa está a potencial utilidade de alguns agentes patogénicos, como bactérias e vírus, num cenário de conflito armado, questão que ganhou novo fôlego aquando o ataque terrorista de 11 de Setembro de 2001 contra os Estados Unidos.
 

 

Contactado hoje pela Agência Lusa, António Veríssimo, um dos oradores convidados, explicou que a sua intervenção irá no sentido de fazer «um pequeno historial o tipo de agentes biológicos usados ao longo da história, falando ao mesmo tempo daqueles que podem estar em desenvolvimento».
 

 

«Existem registos muito antigos da utilização deste tipo de agentes em tempo de guerra», contou, enunciando como exemplos o bombardeamento de barcos com serpentes ou a introdução de infectados com a peste em castelos cercados, durante a Idade Média.
 

 

«De uma forma mais sistematizada, estes agentes começaram a ser usados durante a Guerra Fria, altura em que entram em acção o anthrax e a varíola, ainda hoje os mais mencionados quando se fala em bioterrorismo ou armas biológicas», continuou.
 

 

No entanto, a modificação genética de vírus altamente infecciosos pode ser o próximo passo, disse, explicando que o avanço representará o início de uma nova geração de agentes biológicos utilizados.
 

 

A conferência contará ainda com as presenças de João Carlos Sousa, da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, e Laura Brum, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge.
 

 

Fonte: Lusa
 

 

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