Histamina pode tratar esclerose múltipla

Estudo publicado no “Journal of Leukocyte Biology”

07 fevereiro 2011
  |  Partilhar:

A histamina pode ser uma molécula importante para o desenvolvimento de novos tratamentos para esclerose múltipla, refere um estudo publicado no “Journal of Leukocyte Biology”.

 

A histamina é um neurotransmissor envolvido nas reacções alérgicas e noutros processos patológicos e fisiológicos. É também bastante conhecida pelo papel que desempenha nas reacções de hipersensibilidade, como nas alergias, dilatando os vasos sanguíneos e tornando as paredes dos vasos permeáveis, facilitando o movimento das células imunológicas.

 

Nesta investigação, os cientistas estudaram os efeitos directos da histamina e os de duas moléculas semelhantes que se ligam especificamente os receptores de histamina 1 ou 2. Usando um modelo de ratinho com esclerose múltipla, os investigadores desenvolveram linfócitos T causadores da doença e, em seguida, trataram essas células com histamina ou com as duas outras moléculas.

 

Os efeitos desses tratamentos foram avaliados por análise das funções dos linfócitos T, incluindo proliferação, produção de citocinas, activação de vias de sinalização intracelular e a adesão aos vasos cerebrais. Os resultados mostraram que a histamina reduz a proliferação de linfócitos T reactivos à mielina e a produção de interferão-gama, uma citocina essencial implicada na inflamação do cérebro e na desmielinização (destruição da mielina do tecido nervoso). Além disso, a histamina reduziu a capacidade das células T auto-reativas à mielina em aderir aos vasos cerebrais inflamados, um passo crucial para o desenvolvimento de esclerose múltipla.

 

Para John Wherry, director do “Journal of Leukocyte Biology”, os resultados do estudo são animadores por várias razões: “Primeiro, porque apontam para ligações inesperadas entre caminhos envolvidos na auto-imunidade e na alergia, e sugere associações, até aqui desconhecidas, entre esses tipos diferentes de respostas imunológicas”. Em segundo lugar, defende o especialista, “porque esses novos dados apontam para um novo alvo potencial para medicamentos para a esclerose múltipla e possivelmente outras doenças auto-imunes ou do sistema nervoso central”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.