Hipotiroidismo afeta mais mulheres do que homens

Tema da Semana Internacional da Tiroide

19 maio 2015
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O hipotiroidismo, uma doença que afeta dez vezes mais mulheres do que homens, é o tema da Semana Internacional da Tiroide, que se assinala entre 25 e 31 de maio em todo o mundo e que tem como objetivo promover o conhecimento das doenças tiroideias que afetam cerca de um milhão de portugueses.
 
“A Semana Internacional da Tiroide decorre no mundo inteiro para alertar para os problemas da tiroide, este ano mais dedicado ao problema das mulheres”, revelou à agência Lusa Ana Paula Marques, do Grupo de Estudo da Tiroide da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDM).
 
A iniciativa, promovida pela SPEDM e pela Associação das Doenças da Tiroide (ADTI), pretende alertar a população para os problemas da tiroide, que se estima afetarem cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo que metade destas desconhecem a sua condição.
 
Segundo a especialista, “hoje em dia deteta-se cada vez mais formas da doença da tiroide a que chamamos subclínicas” por apresentarem habitualmente apenas alterações analíticas.
 
Ana Paula Marques sublinha a importância de os doentes irem “buscar informação sobre as doenças da tiroide a locais fidedignos”, alertando para o facto de na internet se encontrar informação que “não tem razão absolutamente de ser”.
 
De acordo com a endocrinologista, o hipertiroidismo é uma alteração da tiroide, que passa a funcionar demais. “Os doentes perdem peso, ficam nervosos, ansiosos, o coração a bater muito e dormem mal”.
 
Os sintomas desta doença são muitas vezes confundidos com os de outras condições, o que acaba por atrasar o diagnóstico, refere a SPEDM à Lusa.
 
No caso de hipotiroidismo, a tiroide funciona menos do que o normal e, neste caso, “os doentes engordam, dormem muito, andam mais lentos, têm muito frio, metabolismo fica lentificado”.
 
“Quando não tratado, o hipotiroidismo não só diminui a qualidade de vida, como pode ter complicações sérias, entre as quais, diminuição do ritmo cardíaco que pode levar a coma, tensão arterial e níveis de colesterol que podem resultar em doenças cardíacas, infertilidade e Alzheimer”, acrescenta.
 
Ana Paula Marques sublinhou ainda que “a maior parte dos doentes que tem nódulos na tiroide, que é uma situação muito frequente, habitualmente tem a função da tiroide normal”.
 
A especialista acrescentou ainda que a maior parte das doenças da tiroide é fácil de tratar desde que corretamente diagnosticadas e seguidas.
 
 ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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