Hipodontia têm origem genética

Estudo português publicado na revista "Journal of Dental Research"

30 maio 2010
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A hipodontia, ou agenesia dentária, é a condição de possuir um menor número de dentes do que é natural. Investigadores do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) da Universidade do Porto encontraram uma provável explicação genética para a condição.

 

Em comunicado enviado à imprensa, a Universidade do Porto refere que os investigadores do IBMC, em colaboração com a Cooperativa de Ensino Superior, Politécnico e Universitário (CESPU) e com cientistas da Universidade do Minho, analisaram 62 pessoas com hipodontia e recolheram dados de 142 familiares em primeiro grau.

 

Os resultados do estudo, publicados na revista "Journal of Dental Research", sugerem que, quando um dos progenitores tem aquela condição, a probabilidade de os filhos também a terem é 15 vezes maior do que a da população em geral.

 

Nos testes efectuados, foram observados casos de transmissão directa por um dos progenitores, mas os investigadores salientam que "a transmissão genética depende também de interacções entre genes e entre os genes e o ambiente, sendo que a sua frequência varia de região para região".

 

A hipodontia representa uma das alterações mais frequentes da dentição humana, atingindo entre 5 a 10% da população europeia e asiática. Estima-se que a condição afecte mais de 130 mil portugueses.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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