Hipertrofia Prostática em discussão no Hospital Militar do Porto

Especialistas reúnem-se numa abordagem multidisciplinar deste problema

24 janeiro 2002
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As novas terapêuticas aplicadas ao tratamento da hipertrofia prostática estão em discussão, numa abordagem multidisciplinar entre a Medicina Familiar e a Urologia no encontro intitulado HIPERTROFIA PROSTÁTICA – QUANDO E COMO TRATAR, que decorre no Salão Nobre do Hospital Militar do Porto – H. D. Pedro V e que termina amanhã. Organizado pelo Serviço de Urologia deste hospital, o encontro tem como objectivo a interacção das áreas da medicina familiar e da urologia no tratamento daqueles problemas.
 

 

Eis o que diz sobre esta matéria o Dr. Avelino Fraga, organizador do evento:
 

 

"A palavra Próstata aparece no séc. IV a.C. e deriva do grego, significando «aquilo que está antes» da bexiga. Hipócrates reconhecia que as doenças dos rins e da bexiga eram de tratamento difícil sobretudo no idoso e já identificava a «estrangúria» (passagem da urina gota a gota) como uma dificuldade urinária óbvia. Assim, desde os primórdios da medicina que se reconhece a retenção das urinas e se procura solução para o tratamento.
 

 

No séc. XX, tornou-se clássico atribuir ao «prostatismo» e à idade toda a sintomatologia urinária baixa, sugerindo-se a próstata como a causa dos sintomas e que essa seria, mais cedo ou mais tarde, uma fatalidade dos homens que tinham «mais de 50 anos».
 

 

As últimas décadas revelaram, contudo, que o aumento do tamanho da próstata não era tão determinante como se pensava e que existem factores de crescimento, enzimas, receptores e células-alvo na próstata, na uretra, na bexiga e no pavimento pélvico. Finalmente, deu-se relevo a outros factores que também afectam a mulher e que não estão directamente relacionados com a próstata, como o envelhecimento da bexiga urinária, por exemplo.
 

 

Estes conhecimentos chegaram à clínica nos últimos anos, conduzindo à modificação da terminologia: «prostatismo» deu lugar a sintomas urinários baixos - «LUTS»; à melhoria da interpretação da clínica e a um arsenal terapêutico muito eficaz, de tal modo que diminuiu o número de doentes operados e dispararam os consumos de fármacos."

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