Hipertiroidismo aumenta risco de arritmia cardíaca

Estudo publicado no “British Medical Journal”

30 novembro 2012
  |  Partilhar:

Os indivíduos com glândula da tiroide hiperativa, hipertiroidismo, têm um risco aumentado de desenvolver arritmia cardíaca, conhecida como fibrilhação auricular, dá conta um estudo publicado no “British Medical Journal”.


O hipertiroidismo ocorre quando a glândula da tiroide produz uma hormona, a tiroxima, em quantidades muito elevadas, o que acelera as funções do organismo. Aproximadamente uma em cada cem mulheres e um em cada mil homens desenvolvem hipertiroidismo em algum momento da sua vida, podendo esta doença ocorrer em qualquer idade.


Já era sabido que o hipertiroidismo severo estava associado a um risco mais elevado de fibrilhação auricular, mas não era ainda claro se o hipertiroidismo moderado (subclínico) tinha o mesmo efeito. Eram também escassos os dados disponíveis relativos à associação entre o hipotiroidismo e a fibrilhação auricular.

 
Neste estudo uma equipa de investigadores dinamarqueses decidiu analisar o risco de fibrilhação auricular em indivíduos com distúrbios da tiroide, tendo para isso analisado os dados de em 586.460 participantes que tinham realizado testes sanguíneos à função tiroideia, entre 2000 e 2010.


O teste à função tiroideia mede os níveis sanguíneos da hormona estimuladora da tiróide (TSH). Nos indivíduos com hipertiroidismo, os níveis de TSH são usualmente baixos, enquanto nos indivíduos com hipotiroidismo, os valores tendem a ser mais elevados.


O estudo apurou que ao longo de um período médio de cinco anos e meio de acompanhamento, 17,154 (3%) dos pacientes foram diagnosticados com fibrilhação auricular, sendo 53% destes dos sexo feminino. Comparativamente com os pacientes que tinham uma função tiroideia normal, o risco de fibrilhação auricular aumentou com a diminuição da hormona estimuladora da tiroide.  


Os investigadores verificaram que os pacientes com hipotiroidismo subclínico tinham um risco 30% maior de fibrilhação auricular, enquanto nos que tinham uma função tiroideia normal alta, o risco aumentava apenas 12% maior. Por outro lado, o hipotiroidismo foi associado a menor risco de fibrilhação auricular.


Os autores do estudo concluem que estes resultados apoiam assim o rastreio da fibrilhação auricular para os pacientes com doença tiroideia.


ALERT Life Sciences Computing, S.A. 

Partilhar:
Classificações: 1 Média: 5
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.