Estudo europeu apresentado no XXI Congresso Português de Cardiologia
A hipertensão torna os portugueses menos felizes quando comparados com cidadãos de outros países da Europa onde a doença tem menos expressão, revela um estudo europeu apresentado no “XXI Congresso Português de Cardiologia”, que ocorreu recentemente em Lisboa.
De acordo com as conclusões do estudo, que relacionou o grau de satisfação pessoal e o valor da pressão arterial, Portugal, Alemanha e Finlândia - países que têm elevados níveis de hipertensão - são os que têm uma menor percentagem de cidadãos muito satisfeitos com as suas vidas, pouco mais de 20%.
Os mesmos dados, divulgados pela agência Lusa, acrescentam que na situação oposta se encontram países como Irlanda, Dinamarca, Holanda e Suécia, onde quase 50% dos cidadãos se afirmam muito satisfeitos com as suas vidas e onde são baixos os níveis de hipertensão.
Segundo o especialista Espiga de Macedo, autor do último estudo epidemiológico sobre hipertensão arterial em Portugal - o qual verificou que 46,5% dos adultos sofrem deste problema , é aconselhável que os hipertensos sigam uma “receita contra a infelicidade”, a qual passa por “encarar as doenças como um estado mais ou menos natural que obriga a uma mudança de vida”.
“Há pessoas que usam óculos desde a infância e não é por isso que são menos felizes ou andam deprimidos”, sublinhou.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Comentar 


