Hipertensão pulmonar e o estatuto de doente crónico

Defende a Associação Portuguesa de Hipertensão Pulmonar

18 março 2014
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Os doentes com hipertensão pulmonar deveriam obter o estatuto de doente crónico defende a Associação Portuguesa de Hipertensão Pulmonar (APHP).
 

"Os doentes têm de estar protegidos", disse Teresa Carvalho, da APHP, frisando que estes doentes, aos olhos da medicina, "são doentes crónicos", mas a lei "não inclui estes doentes", considerando-os "como incapacitados, como se fosse um acidente de trabalho".
 

A associação defende assim proteção jurídica, recordando que quem sofre desta doença, por não ser considerado doente crónico, "não está isento de taxas moderadoras", explicou.
 

Teresa Carvalho refere que a hipertensão pulmonar "é uma doença que tem uma taxa de mortalidade igual à de muitos cancros" e que os doentes, recorrentemente, "são mal diagnosticados, porque os sintomas são confundidos com a asma".
 

No comunicado de imprensa enviado pela APHP e ao qual a agência Lusa teve acesso, a associação critica a "inépcia do governo que está há 44 meses para legislar sobre as matérias desta doença e, como tal, os seus doentes são vítimas de discriminação".
 

A inexistência de uma tabela de incapacidade para os doentes crónicos, que acabam por estar na tabela de doenças profissionais e acidentes de viação, conduz a "situações de arbitrariedade e desigualdade", refere a mesma nota.
 

Para além da caminhada solidária realizada no passado domingo, no 31 de março, seis peregrinos e dois atletas veteranos, Aurora Cunha e Baltasar Sousa, irão partir do Porto até Santiago de Compostela, aproveitando a peregrinação, patrocinada pela APHP, para divulgar os problemas que afetam os doentes, ao longo do caminho.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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