Hipertensão pré-existente aumenta risco de depressão durante gravidez

Estudo publicado no “General Hospital Psychiatry”

25 novembro 2011
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Mulheres com histórico de pressão arterial elevada antes de engravidar têm uma maior probabilidade de sofrer de depressão do que as mulheres que desenvolvem hipertensão associada à gravidez, aponta estudo da University of Washington, nos EUA, publicado no “General Hospital Psychiatry”.

 

"A depressão durante a gravidez está associada à depressão pós-parto, aos problemas de vínculo com o bebé e, em geral, tem um impacto grande e negativo tanto na mãe como no bebé", disse o autor do estudo, Wayne Katon.

 

O estudo analisou 2.398 mulheres que receberam atendimento pré-natal numa clínica de obstetrícia em Seattle, Washington, tendo sido avaliadas para sintomas depressivos e hipertensão pré-existente ou hipertensão induzida pela gravidez.

 

Até 13% das mulheres têm algum tipo de hipertensão durante a gravidez. Setenta por cento dos casos de hipertensão durante a gravidez devem-se a alterações fisiológicas que ocorrem durante a gestação, sendo que a pressão arterial volta ao normal após o parto. Entre 5 e 7% das mulheres grávidas desenvolvem uma condição que coloca a vida em risco, conhecida como pré-eclâmpsia, uma forma grave de hipertensão gestacional, que pode levar ao parto prematuro e ao baixo peso à nascença. Os cientistas não têm certeza das causas da pré-eclâmpsia.

 

Estudos anteriores têm sugerido que pode existir uma ligação entre a depressão, a hipertensão induzida pela gravidez e a pré-eclâmpsia. Entretanto, o estudo de Katon não encontrou qualquer ligação. Em vez disso, os cientistas verificaram que as mulheres com hipertensão antes da gravidez, que desenvolveram ou não pré-eclâmpsia, eram de 55% a 65% mais propensas a preencher os critérios de sintomas depressivos significativos ou estar sob medicação de antidepressivos.

 

Muitas mulheres que têm pressão alta antes da gravidez também têm outros factores de risco, incluindo problemas de saúde, como a diabetes e a obesidade. "A depressão pode tornar baixa a adesão a intervenções contra estes problemas, tais como dieta, exercícios e medicação, colocando a saúde da mãe ainda mais em risco", alterou o cientista.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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