Hipertensão na meia-idade afeta memória na idade mais avançada

Estudo publicado na revista “Neurology”

09 junho 2014
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Uma elevada pressão arterial na meia-idade pode afetar a memória e o raciocínio em idades mais avançadas, sugere um estudo publicado na revista “Neurology”.
 

Neste estudo, os investigadores do Instituo Nacional de Envelhecimento em Bethesda, EUA, contaram com a participação de 4.077 indivíduos sem demência. A pressão arterial dos participantes foi, em média, avaliada aos 50 anos. Aos 76 anos, a pressão arterial foi novamente monitorizada e os participantes foram também submetidos a uma ressonância magnética para avaliação da estrutura e possíveis danos ocorridos nas pequenas veias do cérebro. Foram ainda realizados testes de memória e capacidade de raciocínio.
 

O estudo apurou que a associação entre a pressão arterial na idade avançada e as medições cerebrais obtidas dependiam da pressão arterial na meia-idade. A pressão arterial sistólica e diastólica elevada foi associada a um aumento de risco lesões cerebrais e pequenas hemorragias. Isto foi mais notável nos indivíduos sem antecedentes de hipertensão na meia-idade.
 

Na verdade, os indivíduos sem este tipo de antecedentes, mas que tinham uma elevada pressão diastólica por volta dos 76 anos apresentavam um risco 50% maior de terem lesões cerebrais severas, comparativamente com aqueles com uma baixa pressão arterial.
 

Contudo, nos indivíduos com história de hipertensão na meia-idade, foi observada uma associação entre uma baixa pressão diastólica na idade avançada e menores volumes cerebrais e de substância cinzenta. Estes achados foram também refletidos no desempenho dos testes de memória e raciocínio. Nos indivíduos com hipertensão na meia-idade, uma pressão arterial diastólica baixa foi associada a resultados dos testes de memória 10% mais baixos.
 

“Os indivíduos sem história de hipertensão, mas que a têm atualmente apresentam um risco aumentado de lesões cerebrais. Por outro lado, os indivíduos com história de hipertensão, mas com pressão arterial atual controlada têm danos mais extensos, e apresentam um maior risco de terem problemas de memória e raciocínio”, conclui o investigador.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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