Hipertensão arterial: novo teste ajuda a avaliar o risco

Teste desenvolvido por empresa do distrito de Coimbra

18 maio 2016
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Uma empresa do distrito de Coimbra desenvolveu um teste que ajuda a avaliar o risco genético cardiovascular de um indivíduo, sobretudo ao nível da hipertensão arterial, e contribuir para a atuação antecipada dos profissionais de saúde.
 

O dispositivo médico já está certificado e vai ser aplicado num estudo, que envolve 500 pessoas, em parceria com os serviços de cardiologia A e B do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).
 

"O teste genético é um apoio muito grande ao diagnóstico, nomeadamente nos casos de doentes de risco intermédio, já com história familiar de hipertensão e que estão próximo dos valores limites, mas que ainda não podem ser considerados hipertensos", referiu à agência Lusa a investigadora Ana Teresa Freitas.
 

De acordo com a diretora executiva da empresa portuguesa HeartGenetics, sediada no parque de biotecnologia Biocant, em Cantanhede, o teste pode ser muito vantajoso para o doente, por permitir o correto acompanhamento médico antes de se entrar "num estado de não retorno".
 

"A hipertensão resulta da degradação dos vasos sanguíneos e se já estiver instalada não há forma de voltar atrás, a não ser controlar com medicação. Mas se for diagnosticada antecipadamente, os profissionais de saúde podem atuar antes dos vasos sanguíneos estarem degradados", referiu Ana Teresa Freitas.
 

A investigadora refere que o teste genético pode contribuir para o controle do doente antes de se tornar hipertenso "e para que nunca desenvolva a doença, proporcionando uma redução de custos brutal para o Serviço Nacional de Saúde".
 

Salientando que a hipertensão arterial é um problema de saúde pública a nível mundial, Ana Teresa Freitas frisa também que o conhecimento do perfil de risco genético poderá "levar à adoção de estilos de vida mais saudáveis".
 

Ana Teresa Freitas refere que o teste foi desenvolvido entre 2013 e 2014 e obteve o certificado de dispositivo médico em 2015, podendo vir a ser comercializado em Itália, Alemanha e Brasil, após os testes que se vão realizar nos próximos meses.
 

Em Portugal, o dispositivo vai ser testado nos próximos 18 meses em 500 pessoas indicadas pelos serviços de cardiologia A e B do CHUC.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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