Hipertensão afecta metade dos portugueses

Estudo apresentado no Congresso Português de Cardiologia

22 abril 2009
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A hipertensão afecta quase metade da população portuguesa e está a atingir cada vez mais pessoas no Alentejo e no Algarve, em parte devido à alimentação, revela um estudo coordenado por Mário Espiga Macedo, apresentado esta semana no Congresso Português de Cardiologia.

 

De acordo com os últimos dados do estudo de prevalência, tratamento e controlo da hipertensão em Portugal, 46,5% dos portugueses com mais de 18 anos apresentavam, em 2008, este problema. Mais preocupante é o facto de apenas um terço dos doentes (33,9%) estar a ser tratado e apenas uma minoria de 7,6% ter a doença controlada.

 

Outra situação preocupante reside no facto de a prevalência da hipertensão ter passado a afectar 62,7% dos alentejanos, quando em 2003 a taxa era de 49,5%.

 

Em entrevista ao “Diário de Notícias”, Espiga Macedo explica que "provavelmente, a abundante ingestão de sal na região explica a subida". O problema estende-se ao Algarve, que passou a ter uma taxa de 61,7% quando antes era de 42,1%. Só o Norte se mantém com uma taxa bastante reduzida de 35%, o que é inédito e difícil de justificar.

 

A hipertensão arterial é um dos principais factores de risco para as doenças cardiovasculares e para o acidente vascular cerebral (AVC), em que Portugal é o líder europeu.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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