Hipermercados têm medicamentos 20% mais baratos do que nas farmácias

Estudo da DECO

24 novembro 2011
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Os hipermercados vendem os medicamentos sem receita médica 20% mais baratos do que as farmácias e desde 2005 até hoje baixaram os preços de alguns fármacos, revela um estudo da DECO (Associação de Defesa do Consumidor) que vai ser publicado na revista Teste Saúde de Dezembro/Janeiro, que sai amanhã.

 

Contrariamente às grandes superfícies, as farmácias e outros locais de venda autorizada mantêm a tendência geral de subida de preços.

 

Nos pontos de venda dos hipermercados, a factura total dos 19 medicamentos analisados pela DECO fica 20% mais barata do que nas farmácias e 19% relativamente a outros locais de venda. “Em Junho de 2011, pagaríamos por aqueles 19 medicamentos, em média, 96,95 euros na farmácia, 96,03 euros noutro local autorizado (parafarmácia, por exemplo). No hipermercado, custariam 80,74 euros, de acordo com a nossa amostra”, indica a associação de defesa do consumidor, em comunicado de imprensa, citado pela agência Lusa.

 

O maior aumento de preços nos últimos cinco anos coube às farmácias no grupo de medicamentos estudados (21%), seguido de outros estabelecimentos autorizados (17%), enquanto nas grandes superfícies o aumento não foi além de 1%. Os pontos de venda nos hipermercados foram os únicos a reduzir os preços médios em 11 medicamentos. A DECO revela ainda que, nalguns casos, o mesmo medicamento chega a custar quase o dobro na farmácia do que nos hipermercados. “Em comparação com os hipermercados, pagará mais 43% pelo Thrombocid e mais 36% pelo Aero OM, só para citar as maiores diferenças”, exemplifica.

 

Nos outros pontos de venda, são mais caros do que nos hipermercados cinco medicamentos: Bisolvon, Mebocaína forte, Antigrippine, Trifene 200 e Zovirax. Os preços dos três primeiros medicamentos são, respectivamente, 27%, 18% e 17% mais caros, ao passo que o Trifene 200 e o Zovirax são 8% e 6% mais caros em locais de venda autorizada, como as parafarmácias. Apesar disto, as farmácias continuam a liderar a venda de fármacos sem receita.

 

O questionário foi realizado em Junho de 2011 e incidiu sobre o preço dos 19 medicamentos sem receita médica mais baratos e analisados pela DECO desde 2006 em 500 farmácias e 400 locais de venda autorizada. Os pontos de venda foram escolhidos aleatoriamente, tendo respondido 69 farmácias e 344 outros estabelecimentos, incluindo 312 lojas situadas em hipermercados.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A

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