Hiperatividade está associada com privação de oxigénio à nascença

Estudo publicado na revista “Pediatrics”

12 dezembro 2012
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As crianças que no útero estiverem expostas a condições de hipóxia, uma situação durante a qual o cérebro fica privado de oxigénio, apresentam um maior risco de desenvolver transtorno do défice de atenção com hiperatividade, mais tarde na vida, sugere um estudo publicado na revista “Pediatrics”.
 

Neste estudo os investigadores do Kaiser Permanente, nos EUA, analisaram os dados clínicos de cerca de 82.000 crianças, com cinco anos de idade, tendo constatado que a exposição pré-natal a condições de hipóxia isquémica, especialmente a asfixia durante o nascimento, síndrome de dificuldade respiratória neonatal e pré-eclampsia, estava associada a um risco 16% maior de desenvolver transtorno do défice de atenção com hiperatividade.
 

O estudo apurou especificamente que a asfixia durante o nascimento, a síndrome de dificuldade respiratória neonatal e a pré-eclampsia estavam respetivamente associadas a um risco 26, 47 e 34%  maior de as crianças sofrerem de transtorno do défice de atenção com hiperatividade. Este risco aumentado permaneceu constante para todas as raças e etnias analisadas.
 

“Estudos anteriores já tinham constatado que a hipóxia, durante o desenvolvimento fetal, conduzia a lesões estruturais e funcionais cerebrais. Contudo o nosso estudo, sugere que os efeitos adversos da hipóxia no desenvolvimento cerebral pré-natal pode levar a problemas funcionais, incluindo transtorno do défice de atenção com hiperatividade”, revelou em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Darios Getahun.
 

Os investigadores também verificaram que a associação entre a hipóxia e o défice de atenção com hiperatividade era mais robusta para os bebés que nasciam prematuramente, em posição transversal ou com problemas no cordão umbilical.
 

“Os nossos resultados podem ter implicações clínicas importantes. Eles poderão ajudar os médicos a identificar os bebés que se encontram em maior risco, podendo estes beneficiar de uma maior vigilância e diagnóstico precoce”, conclui o investigador.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.  
 

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