Herpes é comum entre lésbicas

Infecções atingem mulheres homossexuais

14 abril 2004
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Um novo estudo mostra que as infecções por vírus herpes simplex são comuns entre as mulheres homossexuais. Perto de metade das mulheres (46 por cento) envolvidas no estudo mostraram testes positivos para o HSV-1, o causador habitual de ulceração muco-cutânea e 7,9 por cento apresentavam testes positivos para o HSV-2, que causa as infecções genitais. Este estudo é o primeiro a demonstrar a prevalência especificamente neste grupo, de acordo com o Jeanne M. Marrazzo do Centro Médico Harborview em Seattle.O estudo baseou-se em histórias clínicas e sexuais de 392 mulheres, incluindo ambos membros do casal, que revelaram terem tido relações sexuais com mulheres no último ano. Todas foram submetidas a exames ao sangue para os vírus herpes simplex 1 e 2. A maioria das mulheres, 80 por cento, também tinha tido relações sexuais com indivíduos do sexo masculino em alguma ocasião no passado ano. Das 257 participantes que se identificaram como lésbicas, os resultados positivos das serologias foram de 73 por cento para o HSV-1 e 8.6 por cento para o HSV-2. «Isto significa que a aquisição rotineira de infecções virais crónicas sexualmente transmissíveis como o herpes, o vírus do papiloma humano (HPV), VIH e hepatite B podem ocorrer à mesma taxa que ocorrem nas mulheres estritamente heterossexuais», afirmou Marrazzo à agência Reuters. E lançou um alerta: «Os prestadores de cuidados de saúde não devem assumir realmente nada quando uma mulher afirma ''Sou lésbica'' – pelo menos em termos de aquisição de doenças sexualmente transmissíveis – até que seja recolhida uma história mais completa».Quase todas as mulheres relataram relações sexuais orais-vaginais e digitais-vaginais com parceiras do sexo feminino no último ano; 34 por cento relataram relações sexuais orais-anais; e 63 por cento relataram relações sexuais digitais-anais. Apenas nove por cento das 31 doentes HSV-2 positivas relataram história de herpes genital e apenas 30 por cento das mulheres HSV-1 positivas relataram história de ulceração mucocutânea. O HSV-2 foi associado à existência de parceiro do sexo masculino com herpes genital, enquanto que o HSV-1 foi directamente relacionado com o número de parceiras sexuais prévias, de acordo com o estudo. «Isto sugere, mas não prova, que as lésbicas podem estar em maior risco de aquisição de HSV-1 das suas parceiras sexuais, provavelmente através de relações sexuais orais», afirmou Marrazzo. O estudo, «Prevalência e factores de risco para a infecção pelo vírus herpes simplex tipo 1 e tipo 2 entre mulheres lésbicas», foi publicado na revista norte-americana Sexually.Traduzido e adaptado por:Paula Pedro MartinsJornalistaMNI-Médicos Na Internet

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