Hereditariedade importante no risco de certos tipos de cancro

Estudo publicado no “European Journal of Cancer”

03 julho 2014
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O histórico familiar apresenta um risco maior do que o estilo de vida nos cancros da mama, da próstata e colo-rectal, indica um estudo sueco, publicado no “European Journal of Cancer”.
 

Conduzido por investigadores da Universidade de Lund, na Suécia, o estudo, que teve por base 71.000 pessoas que tinham crescido com pais adotivos, determinou que a hereditariedade influencia o desenvolvimento daquelas doenças de forma mais determinante que o estilo de vida.
 

Os investigadores procuraram verificar os efeitos exercidos pela herança genética e pelo ambiente sobre os indivíduos no âmbito do cancro da mama, próstata e colo-rectal. Ao estudarem pessoas adotadas, os investigadores conseguiram analisar o crescimento num ambiente independente da hereditariedade genética, bem como o impacto da influência genética dos pais biológicos sobre os filhos.
 

A investigação levou a equipa a concluir que se os pais biológicos de um indivíduo tinham cancro, estes apresentavam uma possibilidade 80 a 100% maior de também virem a sofrer da doença do que aqueles cujos pais (biológicos) não sofriam da doença. Por outro lado, a equipa descobriu que o historial dos pais adotivos não exercia qualquer influência no risco de o indivíduo desenvolver cancro.
 

Foi também apurado que os indivíduos cujos pais biológicos tinham cancro desenvolviam a doença mais cedo do que outros indivíduos com a mesma doença cujos pais biológicos não tinham cancro. No entanto, este efeito não se verificou relativamente aos pais adotivos.
 

O estudo elucida que “apesar ser largamente sabido que os fatores genéticos contribuem para o risco dos cancros da mama, próstata e colo-rectal, a nossa descoberta que os fatores genéticos parecem ser mais importantes do que os fatores do ambiente familiar na transmissão familiar do cancro da próstata, mama e colo-rectal é uma novidade”.
 

Os investigadores consideram que estas novas descobertas podem ser úteis quando os médicos avaliam o risco de cancro nos pacientes e a influência do historial familiar nos mesmos. Sendo assim, consoante o historial familiar do paciente, podem decidir sobre a necessidade de este efetuar mais exames.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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