Hepatite viral: reforço das medidas de combate

Apelo da Organização Mundial de Saúde

28 julho 2014
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A Organização Mundial de Saúde (OMS) apelou ao reforço das medidas de combate à hepatite viral, doença que mata anualmente 1,4 milhões de pessoas.
 

De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, o alerta foi dado pelo especialista da OMS, Stefan Wiktor, durante uma conferência de imprensa a propósito do Dia Mundial da Hepatite, que se assinala hoje . O especialista manifestou-se esperançado em ver "um compromisso político e financeiro" na luta contra a hepatite viral, semelhante aos esforços encetados contra a epidemia da sida, que disse estarem a dar resultados positivos.
 

De acordo com Stefan Wiktor, os recentes progressos na prevenção e no tratamento da hepatite oferecem oportunidades reais de salvar vidas, considerando que se pode falar de uma possível erradicação no futuro da hepatite C e da hepatite B, ambas relacionadas com o cancro do fígado.
 

No caso da hepatite crónica C, os novos medicamentos desenvolvidos reduzem o período de tratamento da hepatite C para 12 semanas e curam a quase totalidade (95%) dos doentes. "É uma revolução terapêutica (...) Isso modifica a dinâmica. Agora é possível tratar a hepatite C também em países de rendimento baixo e médio, o que não era possível antes", sublinhou.
 

Stefan Wiktor salientou ainda os esforços realizados pela comunidade internacional, que classificou como "uma verdadeira nova dinâmica" e que foi capitalizada em maio passado, aquando da votação de uma resolução durante a 67.ª assembleia geral da OMS.
 

Na ocasião, representantes de 194 países votaram uma resolução que cobre a prevenção, diagnósticos e tratamentos, em que se sublinha a importância de ter um plano nacional para derrotar a hepatite.
 

A resolução reconhece o potencial dos novos medicamentos e tratamentos para a hepatite C e hepatite B, e apela à elaboração de estratégias que facilitem o acesso a medicamentos de qualidade a preços acessíveis.
 

Todos os anos, cerca de 1,4 milhões de pessoas morrem de problemas agudos e crónicos no fígado causados por hepatites virais, um grupo de doenças infecciosas conhecidas como hepatite A, B, C, e D. Comparativamente, o VIH/Sida mata anualmente 1,6 milhões de pessoas, a tuberculose 1,3 milhões e a malária 600 mil, segundo a OMS.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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