Hepatite C: novo fármaco mostrou-se eficaz

Estudo publicado na revista “Gastroenterology”

15 outubro 2013
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A adição de um novo fármaco ao habitual regime terapêutico da hepatite C conduziu a elevadas taxas de remissão da doença, refere um estudo publicado na revista “Gastroenterology”.
 

A hepatite C é uma doença grave do fígado causada pelo vírus da hepatite C, que é transmitido através do contato direto com o sangue de pessoas infetadas. A hepatite C crónica pode conduzir a problemas hepáticos graves e potencialmente fatais, incluindo danos no fígado, cirrose, insuficiência hepática ou cancro de fígado. Embora muitas pessoas com hepatite C possam não apresentem sintomas, outras podem apresentar fadiga, febre, icterícia e dor abdominal.
 

“Apesar dos recentes avanços, o tratamento atual da hepatite C é penoso para os pacientes e propenso ao aparecimento de efeitos adversos. Contudo, estes novos e promissores resultados oferecem uma nova esperança para estes pacientes, uma vez que podem melhorar a sua qualidade de vida”, refere, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Patrick Marcellin.
 

Para este ensaio clínico em fase II, os investigadores da Universidade de Paris, França, contaram com a participação de 237 pacientes que não tinham sido submetidos a nenhum tratamento. Ao longo de 12 semanas os pacientes receberam o novo fármaco o danoprevir ou o atual tratamento (peginterferon alfa-2a e ribavirina). Estes dois tratamentos foram seguidos pela toma de peginterferon alfa-2a e ribavirina. O danoprevir foi administrado em três doses: 300mg a cada 8 horas, 600mg a cada 12 horas e 900 mg a cada 12 horas.
 

O estudo apurou que, após seis meses do tratamento com danoprevir, não foram encontrados sinais do vírus da hepatite C no sangue. Foi também verificado que o fármaco foi bem tolerado, tendo sido observada uma taxa de resposta virológica sustentada. A resposta mais elevada foi conseguida com a dose de 600mg a cada 12 horas, seguida de 900 mg a cada 12 horas e de 300mg a cada 8 horas. O grupo de controlo obteve uma resposta sustentada ao vírus de 42%.
 

Os investigadores também observaram que 79% dos pacientes que adicionaram o danoprevir ao regime terapêutico conseguiram obter uma resposta ao vírus mais precoce tendo o tempo de tratamento também diminuído.
 

De acordo com os investigadores, já estão em curso estudos com as doses mais baixas do fármaco conjuntamente com o tratamento habitual. Foi ainda referido que a eficácia e a segurança dos dados mostram-se promissores.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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