Hepatite C: desenvolvida vacina promissora

Estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”

11 novembro 2014
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Investigadores do Reino Unido desenvolveram uma vacina contra o vírus da hepatite C (VHC), que mostrou ter efeitos promissores num ensaio clínico de fase I, dá conta um estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”.
 

A hepatite C é uma doença hepática causada pelo VHC, que pode ser transmitida através do contacto com o sangue de um indivíduo infetado. As mães infetadas com VHC podem também causar infeção nos fetos e, em casos raros, o vírus pode transmitir-se pelo contacto sexual.
 

Estima-se que cerca de 75 a 85% das pessoas infetadas com VHC desenvolvam uma infeção crónica. Destes, cerca de 60 a 70% irá desenvolver doença hepática crónica e cinco a 20% poderá desenvolver cirrose hepática ao longo de um período de 20 a 30 anos.
 

Apesar de a maioria das pessoas com VHC desenvolver uma infeção crónica, os investigadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, referem que um em quatro indivíduos é capaz de eliminar a infeção naturalmente. Isto sugere que o organismo é capaz de produzir uma resposta imune para tratar a infeção.
 

Foi neste contexto que os investigadores decidiram desenvolver uma vacina com o intuito de desencadear e aumentar a resposta imune contra o vírus, protegendo o organismo contra a sua infeção. A segurança e a eficácia desta vacina foram testadas em 15 voluntários saudáveis.
 

Os investigadores começaram por administrar uma vacina que desencadeou uma resposta imune inicial. Oito semanas mais tarde, administraram uma segunda vacina que ativou esta resposta e protegeu contra a infeção.
 

O estudo refere que as vacinas foram desenvolvidas com o objetivo de dar origem a uma resposta forte por parte dos linfócitos T, um tipo de células imunitárias que estão envolvidas no combate à infeção nos indivíduos que são capazes de a eliminar naturalmente.
 

Os investigadores constataram que as duas vacinas conseguiram ativar uma resposta imune forte, a qual se prolongou ao longo dos seis meses do estudo. Na verdade, o tipo de resposta obtida foi comparável à observada nos indivíduos que são capazes de eliminar a infeção naturalmente.
 

“A resposta dos linfócitos T foi realmente elevada, (…) e bastante ampla. Foi produzida uma vasta gama de linfócitos T direcionados a diferentes partes do VHC. Esta é a primeira vacina de células T altamente imunogénica desenvolvida contra a hepatite C”, revelou, em comunicado de imprensa, uma das investigadoras, Ellie Barnes.
 

O estudo apurou ainda que esta vacina era segura e bem tolerada pelos voluntários.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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