Hepatite B associada ao desenvolvimento de linfoma não-Hodgkin

Estudo publicado no "Lancet Oncology"

05 agosto 2010
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Os indivíduos infectados com o vírus da Hepatite B têm um risco duas vezes maior de desenvolverem linfoma não-Hodgkin, sugere um estudo publicado no “Lancet Oncology”.

 

Estudos anteriores já haviam indicado que o vírus da Hepatite B podia causar cancro do fígado e também já havia suspeitas de que, tal como o vírus da Hepatite C, este aumentava o risco de desenvolvimento de linfoma não-Hodgkin.

 

Para este estudo, os investigadores da U.S. National Cancer Institute, EUA, e da Yonsei University, Coreia do Sul, analisaram os dados de 603.585 indivíduos oriundos da Coreia do Norte, um local onde a infecção pelo vírus da Hepatite B era muito comum até ao começo da campanha de vacinação em 1995.

 

Os investigadores constataram que 53.000 dos participantes estavam infectados com o vírus da Hepatite B e que estes apresentavam maior risco de desenvolverem linfoma não-Hodgkin do que aqueles que não tinham sido infectados. Foi verificada uma incidência de 19,4 versus 12,3 casos de linfoma não-Hodgkin por 100.000 pessoas, o que se traduz num aumento de quase o dobro do risco para os indivíduos infectados com o vírus da Hepatite B. Os cientistas observaram ainda que este risco se manteve durante os 14 anos do período de acompanhamento.

 

Os autores do estudo, Eric Engels e Sun Ha Jee, acreditam que, tanto o vírus da Hepatite B como o da Hepatite C podem aumentar o risco de desenvolvimento de linfoma através da sobrestimulação do sistema imunitário.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A

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