Hemorragia e sépsis: descoberta proteína envolvida

Estudo publicado na “Nature Medicine”

09 outubro 2013
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Investigadores americanos descobriram uma proteína que pode despoletar e mediar a inflamação nos pacientes com hemorragia e sepsis, dá conta um estudo publicado na revista “Nature Medicine”.
 

As duas principais razões para o facto das lesões traumáticas serem tão mortais estão relacionadas com a perda de sangue (hemorragia) e a sépsis. Esta última condição ocorre quando as moléculas que são libertadas na corrente sanguínea, para combater uma lesão ou infeção, desencadeiam inflamação em todo o organismo.
 

A inflamação é necessária para a saúde. Sem ela, as feridas e infeções nunca ficariam controladas ou curadas. No entanto, a inflamação persistente e constante resulta habitualmente na disfunção ou danos dos órgãos, que conduz à morte dos pacientes.
 

Já alguns anos que os investigadores do The Feinstein Institute for Medical Research, nos EUA, se dedicam a investigar formas de tratar a sépsis através do controlo da inflamação constante e persistente.
 

Neste estudo, os investigadores verificaram que, em resposta ao choque hemorrágico e sépsis, a concentração de uma proteína, a CIRP, sofre um aumento e é libertada na corrente sanguínea. A inflamação provocada pela CIRP contribui para os danos dos órgãos no organismo. A hipótese defendida por Ping Wang, líder do estudo, é que se a atividade da proteína fosse bloqueada, haveria uma diminuição da inflamação e um aumento da sobrevivência dos pacientes.
 

De forma a testar esta hipótese, os investigadores utilizaram um anticorpo contra a CIRP, o qual aumentou significativamente as taxas de sobrevivência em estudos pre-clínicos de hemorragia e sépsis.
 

“Identificámos um pequeno peptídeo que pode potencialmente funcionar como um composto anti- CIRP. Isto significa que talvez tenhamos descoberto uma molécula que pode ser utilizada futuramente no tratamento da hemorragia e sépsis e salvar muitas vidas”, revelou, em comunicado de imprensa, o investigador.
 

"Há uma grande necessidade de novas formas de diagnosticar e tratar a sépsis", disse Sarah Dunsmore, do National Institute of Health's National Institute of General Medical Sciences, que financiou parcialmente a pesquisa. "Ao direcionar moléculas como a CIRP, que está envolvida na resposta normal do organismo ao stress, talvez seja possível adaptar o tratamento de cada paciente com base na quantidade de danos provocados e nos órgãos que estão em maior risco de colapsar”, conclui o investigador.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Artigo

Achei esta notícia muito interessante, estou fazendo um estudo sobre sepse e gostaria de saber se vcs disponibilizam o artigo que foi citado.

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