Helicobacter pylori: colesterol aumenta resistência aos antibióticos

Estudo publicado na revista “Antimicrobial Agents and Chemotherapy”

24 junho 2011
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O colesterol aumenta a resistência da bactéria Helicobacter pylori aos antibióticos e ao peptídeo antimicrobiano endógeno, LL-37 , revela um estudo publicado na revista “Antimicrobial Agents and Chemotherapy”.

 

De acordo com o líder da investigação, David McGee, da Louisiana State University, EUA, em comunicado enviado à imprensa, “os resultados podem levar a um melhor entendimento da via de absorção de colesterol e a novas estratégias para combater a Helicobacter pylori (H. pylori), através do bloqueio dessa via”.

 

Para tratar a infecção por H.pylori, responsável por úlceras pépticas e gastrites, é recomendado o tratamento com antibióticos, mas a resistência, que muitas vezes conduz a falhas no tratamento, está a tornar-se cada vez mais comum, mesmo após a introdução da terapia medicamentosa tripla padrão.

 

No estudo, os investigadores cultivaram H.pylori na presença e na ausência de colesterol e trataram a bactéria com diferentes concentrações de diferentes classes de antibióticos, comparando as populações de bactérias sobreviventes. "Descobrimos que a H.pylori cultivada com colesterol exibiu um aumento dramático na resistência a muitos antibióticos, bismuto e LL-37", explicou, em comunicado, o líder da investigação, acrescentando ser “importante verificar a possibilidade de eliminar a infecção por H. pylori em animais e seres humanos a partir da diminuição do colesterol, quer através de meios dietéticos ou fármacos redutores de colesterol (estatinas)”.

 

"Já existem dados que mostram que pacientes infectados com H.pylori têm níveis elevados de colesterol sérico, sugerindo que as bactérias manipulam o hospedeiro humano para produzir mais colesterol", explanou o investigador.

 

Além disso, apontou David McGee, um estudo realizado com 500 pacientes, verificou que a toma de estatinas reduz a gravidade da gastrite crónica, que também é causada pela H. pylori. Mas, de acordo com o cientista, até ao momento, ainda não foi realizado qualquer estudo que combinasse a toma de antibióticos com estatinas. Deste modo, reforça o cientista, “é muito cedo para fazer recomendações aos pacientes sobre o seu uso”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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