Harare economiza espaço nos cemitérios

Sida mata mais de duas mil pessoas por semana no Zimbabwe

11 julho 2001
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Nos cemitérios de Harare, capital do Zimbabwe, já não há espaço para sepultar as vítimas da sida. Em cada semana que passa morrem, no mínimo, duas mil pessoas vitimadas pelo vírus fatal. Esta trágica situação levou com que a câmara municipal de Harare tenha solicitado aos seus moradores a hipótese de serem enterradas duas pessoas em cada sepultura.
 

 

Mas, a população negra do país não está a reagir bem a esta medida, alegando tratar-se de falta de respeito. Para o administrador dos cemitérios de Harare, Eladinos Zimbwa, esta poderá ser mesmo a solução apropriada, pois já não há espaço para sepulturas individuais. Em declarações ao jornal Sunday Mail, Eladinos Zimbwe afirmou que esta medida vai continuar a ser aplicada, mesmo que a maioria negra do país seja contra o procedimento.
 

 

“Está a ser muito difícil convencer os negros de que esta é a melhor forma de poupar espaço. É uma questão de crenças culturais”, desabafou aquele responsável.
 

 

O Zimbabwe tem uma das mais altas taxas mundiais de infecção por HIV (Vírus de Imunodeficiência Humana) e estima-se que uma em cada cinco pessoas tenha o vírus da sida. Mas, mesmo assim, as autoridades locais repudiaram, por completo, um documento do Fundo das Nações para Infância (Unicef) o qual alerta para o facto da esperança média de vida descer de 44 para 27 anos, nos próximos dez anos.
 

 

Esta doença, ainda sem cura à vista, foi a responsável pela morte de cinco milhões de pessoas no ano 2000, segundo os últimos dados da ONU. A região mais afectada é a África subsaariana, onde 75 por cento das mortes são causadas por este vírus, seguindo-se a América Latina e as Caraíbas.
 

 

Em todo o mundo, estima-se a existência de 36 milhões de infectados com o vírus. Números assustadores. Mais de 25 milhões dos portadores estão em África.
 

 

O HIV é um vírus do grupo dos retrovírus caracterizado por uma persistência longa no hospedeiro e um longo período de latência antes do aparecimento das manifestações clínicas. O vírus é transmitida pelas secreções sexuais (esperma e secreções vaginais) e sangue.
 

 

Adaptado por: Paula Pedro Martins
 

 

MNI - Médicos Na Internet
 

 

Fonte: Reuters
 

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