Hábitos tabágicos na comunidade médica

Estimativa de um especialista em consultas de Cessação Tabágica

17 dezembro 2007
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Cerca de 20% dos médicos portugueses serão fumadores, estima um especialista em consultas de Cessação Tabágica, adiantando que os clínicos raramente procuram ajuda especializada para deixar o vício.
 

 

Embora não haja qualquer estudo rigoroso actual sobre os hábitos tabágicos junto da comunidade médica em Portugal, Paulo Pereira, clínico do centro de saúde da Foz, no Porto, considera ser possível transpor as estatísticas da população global para a classe. "Os dados mais fiáveis apontam para que 20% da população em geral seja fumadora. Podemos extrapolar essa percentagem para a comunidade médica, mas não há dados concretos", explicou o especialista.
 

 

Um estudo realizado há quase 10 anos indicava que em Portugal cerca de 40% dos médicos eram fumadores, numa altura em que se estimava que quase 30% da população geral tinha hábitos tabágicos.
 

 

No entanto, o presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, Segorbe Luís, ressalvou, que actualmente a percentagem de médicos fumadores será seguramente mais baixa, à semelhança do que acontece com a população global.
 

 

"Os médicos são os piores doentes e geralmente não procuram ajuda concreta para deixar de fumar, antes recorrem a ‘consultas informais’ aos colegas. Mas esta intervenção avulsa acaba por não funcionar", comentou Paulo Pereira.
 

 

Para o especialista, os médicos fumadores devem ser excluídos de dar as consultas de cessação tabágica aos doentes, uma vez que são mais condescendentes com o consumo de tabaco.
 

 

Fonte: Lusa
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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