Hábitos alimentares de 12 mil portugueses vão ser estudados ao longo de um ano

Projeto “Saúde.come”

14 outubro 2015
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Cientistas portugueses e estrangeiros irão avaliar os hábitos alimentares de 12 mil portugueses ao longo de um ano com o intuito de perceber as causas que limitam o acesso a uma alimentação adequada.
 
De acordo com Helena Canhão, investigadora principal deste estudo, em declarações à agência Lusa, “além de recolha de informação junto de uma população representativa da população portuguesa, esta investigação pretende melhorar a saúde pública no geral”.
 
O projeto, denominado “Saúde.come”, irá ser levado a cabo pela Sociedade Portuguesa de Reumatologia, Nova Medical School da Universidade Nova de Lisboa, Católica Lisbon School of Business and Economics, pelo Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto e ainda por uma universidade da Noruega, país onde está a ser feito um estudo semelhante.
 
De acordo com a notícia da agência Lusa, serão abrangidos dez mil adultos e dois mil adolescentes no total.
 
Numa primeira fase, que deverá durar cerca de seis meses, os investigadores vão tentar perceber que percentagem da população portuguesa vive em insegurança alimentar, ou seja, que tenha acesso limitado ou incerto a uma alimentação adequada ou tenha receio de não ter comida no dia seguinte.
 
Além de fatores económicos, a insegurança alimentar pode ainda estar relacionada com problemas de mobilidade, isolamento ou solidão que dificultem o acesso a uma alimentação adequada, especialmente no caso dos idosos.
 
Na segunda parte do projeto, os cientistas irão tentar perceber de que forma as tecnologias, como a internet ou a televisão interativa, podem intervir na mudança de hábitos de saúde junto de jovens e idosos.
 
Para a população idosa vai ser desenvolvida uma ferramenta “motivacional e educativa” que promove hábitos alimentares saudáveis e exercício físico através de uma aplicação disponível por meio da televisão.
 
No decurso do estudo, os participantes irão ser avaliados através de consultas médicas para aferir tanto a nutrição como a aptidão física dos mesmos.
 
Para os adolescentes irá ser criada uma plataforma na internet com inquéritos, vídeos e dicas de nutrição. Esta ferramenta será testada em 400 alunos do 7º e 8º anos de uma escola do distrito de Leiria.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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