Há demasiados médicos jovens

Estudo da Ordem dos Médicos

02 fevereiro 2016
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A curto/médio prazo, o número de médicos em Portugal vai ser excessivo, havendo demasiados licenciados em Medicina, enquanto há carência de clínicos de idades intermédias.
 

Estas são algumas das conclusões de um estudo da autoria do médico João Correia da Cunha, da secção Sul da Ordem dos Médicos, que demonstrou que há uma “grande contradição sobre a classe médica em Portugal: existem demasiados licenciados em Medicina, mas o Serviço Nacional de Saúde tem cada vez menos médicos”.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que, de acordo com a análise, que se baseou em estatísticas nacionais de 1996 a 2014, a curto ou médio prazo haverá um provável excesso de médicos.
 

“Este cenário deve-se ao facto de este ano ter começado a não haver vaga para todos os médicos de acesso ao internato”, refere o estudo "O que fazer de tantos médicos", apontando para a necessidade de rever os ‘numerus clausus’ (vagas no Ensino Superior).
 

O estudo identificou uma carência de médicos de idades intermédias. O que segundo João Correia da Cunha pode comprometer a assistência a doentes agudos e a formação pós-graduada, uma vez que são necessários orientadores de formação em idade ativa e no terreno para formar jovens médicos.
 

“É imperativo que sejam recativadas as carreiras profissionais”, defende João Correia da Cunha, médico atualmente reformado, antigo Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Lisboa Norte e Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Secção Regional Sul da Ordem dos Médicos.
 

A revisão dos ‘numerus clausus’ e a reativação das carreiras serviria para contrariar a tendência de envelhecimento dos médicos e também para incentivar a dedicação em áreas especializadas com poucos médicos e apoiar a sua fixação.
 

Até porque, segundo este estudo, há assimetrias regionais significativas no que toca ao número de médicos, com o Algarve e o Alentejo a apresentarem as principais carências.
 

“Isto resolve-se apoiando a formação pós-graduada nas regiões e incentivando a fixação de médicos a nível regional”, defende João Correia da Cunha.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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