H1N1 em Inglaterra atingiu dez vezes mais crianças do que o estimado

Estudo publicado na revista “The Lancet”

04 fevereiro 2010
  |  Partilhar:

Num dos primeiros estudos de larga escala, cientistas britânicos verificaram que, em Inglaterra, a proporção de crianças infectadas com gripe A (H1N1) durante esta primeira onda de epidemia foi dez vezes superior ao estimado pela rede de vigilância de saúde do país.

 

No estudo publicado na “The Lancet” e liderado por Elizabeth Miller, da Health Protection Agency do Reino Unido, é referido, por exemplo, que a taxa de infecção em Londres foi de 32% nas crianças com menos de 15 anos e de 20% nos jovens entre os 20 e 24 anos: ou seja, um número dez vezes maior do que o calculado inicialmente, sugerindo a investigadora que, por isso, estas faixas etárias devem ser grupos estratégicos para a vacinação.

 

O estudo analisou 1.402 amostras de sangue obtidas em 2008 (antes da primeira onda do H1N1 na Inglaterra) e 1.954 amostras recolhidas em Agosto e Setembro do ano passado, depois da primeira onda.

 

Foram ainda calculadas as proporções de amostras que tinham um nível elevado de anticorpos contra o H1N1 pandémico, o suficiente para conferir imunidade a cada faixa etária. A proporção de pessoas com imunidade variou entre 1,8% para os indivíduos entre os 0 e 4 anos de idade e 31,3% para aqueles que tinham mais de 80 anos. “Indivíduos nascidos antes de 1957 podem ter sido expostos às estirpes H1 do vírus influenza que circularam na primeira metade do século XX, as quais estão mais proximamente relacionadas com os vírus H1N1 pandémicos de 2009”, escrevem os autores no artigo.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.