Gulbenkian reúne esforços para combater doenças

Coordenação visa mais candidaturas aprovadas

17 dezembro 2014
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A fundação Gulbenkian vai promover esforços para que investigadores portugueses e de países africanos de língua portuguesa consigam financiamento comunitário para estudos que tenham como objetivo encontrar soluções para doenças como SIDA, malária ou tuberculose.
 

"Vamos coordenar, tentar maximizar e tornar mais atraente aos investigadores do espaço PALOP e Portugal puderem vir a concorrer e a ter candidaturas aprovadas", no âmbito do programa EDCTP, uma parceria entre a União Europeia e países africanos para ensaios clínicos, disse à agência Lusa a responsável pelo Programa Gulbenkian Parcerias para o Desenvolvimento, Maria Hermínia Cabral.
 

Os responsáveis da Fundação Calouste Gulbenkian, juntamente com o Governo português, através da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), perceberam que no programa, que iniciou agora a segunda fase, não tinha havido muitas propostas aprovadas que envolvessem investigadores e grupos de investigação portugueses.
 

O orçamento do programa EDCTP para os próximos seis anos poderá chegar aos dois mil milhões de euros, com as participações dos parceiros, devendo a União Europeia contribuir com cerca de 680 milhões de euros, através do programa Horizonte 2020.
 

Deste modo, foi decidido que a Fundação Calouste Gulbenkian iria coordenar as atividades no sentido de não se fazerem "coisas descoordenadas", disse a responsável, recordando que, na investigação científica, "a concorrência é grande" para obter financiamentos.
 

Assim, na próxima sexta-feira, o presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, Artur Santos Silva, e o Comissário Europeu para a Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas, vão assinar um memorando de entendimento com "o propósito de potenciarem mutuamente as suas capacidades de mobilização para o desenvolvimento de novas soluções clínicas para a SIDA, malária, tuberculose e doenças tropicais negligenciadas".
 

De acordo com Maria Hermínia Cabral, "há uma tentativa crescente de se trazer para o domínio da investigação outros parceiros, em termos de coordenação das intervenções dos diferentes atores", como a sociedade civil ou a indústria farmacêutica.
 

O objetivo desta iniciativa é "reforçar a participação da investigação em parceria entre investigadores portugueses e dos PALOP para apresentarem propostas com mais possibilidade de sucesso", resumiu.

 

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