Guidelines para determinação de morte cerebral foram revistas

As novas guidelines foram publicadas no “Neurology”

14 junho 2010
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A determinação da morte cerebral é um processo complexo que requer dezenas de testes com o propósito de garantir que os médicos chegam ao diagnóstico correcto.

 

Recentemente, a American Academy of Neurology publicou na revista “Neurology” uma actualização das guidelines, construídas há 15 anos atrás, que conduzem os médicos durante um exame clínico demorado e que incluem a verificação passo a passo de cerca de 25 testes e critérios que devem ser analisados antes de se estabelecer que um indivíduo tem morte cerebral.

 

O objectivo das guidelines é eliminar algum tipo de incerteza e variabilidade entre os médicos nos seus procedimentos para estabelecimento da morte cerebral, o que, de acordo com alguns estudos, era problemático.

 

Segundo o U.S. Uniform Determination of Death Act, a morte cerebral ocorre quando um indivíduo pára de respirar definitivamente, o seu coração pára de bater e cessam "todas as funções do cérebro, incluindo do tronco cerebral".

 

Apesar de ninguém discordar desta descrição, em 2008 surgiu um estudo que incluía 41 hospitais de topo e que dava conta de uma variabilidade generalizada e preocupante na forma como os médicos e os hospitais determinavam quem preenchia os critérios definidos nas guidelines.

 

Por exemplo, os indivíduos que se encontram em hipotermia, temperatura corporal baixa, podem ter a aparência de morte cerebral, devendo ser aquecidos antes da determinação do diagnóstico. Contudo, os hospitais incluídos no estudo de 2008 tinham 11 diferentes temperaturas a ser atingidas, as quais variavam em alguns graus, não havendo consenso sobre a temperatura mais adequada para a obtenção de um melhor diagnóstico.

 

Em declarações ao sítio HealthDay, o co-autor das guidelines, Panayiotis Varelas, revela que “mesmo os melhores hospitais dos Estados Unidos tiveram uma variabilidade enorme nas suas políticas. As pessoas morrem se o coração ou os pulmões param de trabalhar, ou porque entram em morte cerebral. Os dois primeiros acontecimentos são fáceis de determinar. Se não houver pulso ou respiração, o indivíduo está morto. Mas a morte cerebral é um processo muito mais complexo.”

 

De acordo com as novas guidelines existem três sinais de morte cerebral: coma por causa conhecida, ausência de reflexos do tronco cerebral e respiração permanentemente interrompida.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A
 

 

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