"Guia para a tuberculose infantil: em direção a zero mortes”

Divulgado pela OMS

03 outubro 2013
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Em cada ano, a morte de mais de 74.000 crianças por tuberculose poderia ser evitada através de medidas como as que são referidas no primeiro plano de ação sobre tuberculose na infância, divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
 

O "guia para a tuberculose infantil: em direção a zero mortes” estima que 120 milhões de dólares (88,8 milhões de euros) por ano poderiam salvar dezenas de milhares de crianças da doença, incluindo as infetadas com tuberculose e sida.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que todos os dias, mais de 200 crianças com menos de 15 anos morrem desnecessariamente por tuberculose, uma doença que se pode prevenir e curar, sublinha o documento.
 

A OMS estima que um em cada dez casos de tuberculose (entre 6 a 10% do total de casos) ocorre neste grupo etário, mas alerta que o número pode ser maior, já que a doença não é diagnosticada em muitas crianças.
 

“A tuberculose pode prevenir-se e tratar-se e este guia foca-se em ações imediatas que governos e parceiros podem adotar para acabar com a morte de crianças”, disse o diretor do Programa Global para a Tuberculose, da OMS, Mario Raviglione.
 

Em junho de 2012 mais de175 países assinaram uma declaração com o objetivo de redobrar esforços para acabar com a morte de crianças por doenças que se podem prevenir. O valor de 120 milhões de dólares, avançado pela OMS, inclui 40 milhões de dólares (29,6 milhões de euros) para tratamentos antirretrovirais contra o VIH e terapias preventivas para crianças que contraem as duas doenças (tuberculose e VIH).
 

Esses fundos permitirão melhorar o diagnóstico e os tratamentos para crianças e a integração dos tratamentos da tuberculose nos programas existentes de saúde materna e infantil, bem como preparar melhor os profissionais de saúde e melhorar meios como medicamentos, diagnósticos e vacinas, sublinha o documento.

 

“Demasiadas crianças com tuberculose não estão a receber o tratamento de que necessitam”, disse o diretor dos programas para a UNICEF, Nicholas Alipui.
 

O guia recomenda dez ações aos níveis nacional e global, como, entre outros, a inclusão das necessidades das crianças e dos adolescentes na pesquisa e nas práticas clínicas, medidas preventivas, treino e desenvolvimento de materiais de referência para os profissionais de saúde.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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