Guerra ao consumo abusivo de antibióticos

Defende diretor-geral da saúde

17 setembro 2013
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Os portugueses devem declarar guerra ao consumo abusivo de antibióticos, defendeu o diretor-geral da saúde, Francisco George, salientando que o país tem um problema de resistência das infeções.
 

“Temos um problema em Portugal que é, sobretudo, a resistência das infeções e, uma vez as bactérias resistentes, os antibióticos deixam de fazer efeito. Isto é um problema absolutamente dramático, todos nós temos de combater este problema em conjunto, não são só os médicos", disse Francisco George. “Todos os portugueses devem declarar guerra ao uso abusivo e indevido de antibióticos e trabalharmos no sentido de reduzir a taxa de resistência que é alta no nosso país”, acrescentou.

 

A notícia avançada pela agência Lusa menciona que o responsável referiu também que os portugueses consomem “antibióticos a mais e de uma forma, muitas vezes, indevida, não só em excesso, no plano quantitativo, como também nas questões ligadas ao tipo, à qualidade da administração do antibiótico”.
 

“Não devemos usar antibiótico por iniciativa própria, a chamada automedicação é absolutamente uma contraindicação”, salientou, referindo que “o antibiótico é um medicamento muito importante, tem de ser guardado, tem de ser preservado e deve ser tomado, exclusivamente, por prescrição médica” e, “em regra, nunca mais de cinco dias”.
 

Para Francisco George, “esta é a regra base”, e “saber qual o antibiótico mais indicado” e se a doença que implica a sua administração “tem ou não tem indicação formal para fazer esse tipo tratamento”.
 

“Há doenças, como infeções respiratórias, que são provocadas por vírus, e as doenças de natureza viral não devem ser tratadas com antibióticos, porque os antibióticos só fazem efeito a combater infeções de natureza bacteriana”, disse o diretor-geral da saúde.
 

“Não são os cidadãos que podem saber se têm uma infeção bacteriana ou viral, são os médicos, depois de determinados exames, e este é um trabalho de grande seriedade”, conclui Francisco George.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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