Gripe: tipo de resposta imune dita severidade dos sintomas

Estudo publicado no “American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine”

13 fevereiro 2014
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Investigadores americanos identificaram uma resposta imune padrão que poderá ajudar os médicos a identificar quais os pacientes que, já diagnosticados com gripe, irão desenvolver sintomas mais severos, dá conta um estudo publicado no “American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine”.
 

Para o estudo os investigadores do St. Jude Children's Research Hospital, nos EUA, contaram com a participação de 84 indivíduos já diagnosticados com gripe, os quais tinham idades compreendidas entre as três semanas e os 71 anos de idade.
 

Os investigadores acompanharam a infeção do vírus influenza, bem como a resposta imune resultante. Foram recolhidas amostras de sangue e da nasofaringe no início do aparecimento dos sintomas, e nos dias 3,7,10 e 28. Para além de terem medido a carga viral, foram também avaliados os níveis de 42 citoquinas e de anticorpos em circulação contra o vírus.
 

O estudo apurou que os pacientes com elevados níveis de três mediadores e reguladores do sistema imune (citoquinas), o MCP-3, IFNa2 e IL-10, apresentavam um maior risco de desenvolver sintomas mais severos, comparativamente com aqueles que tinham níveis mais baixos destas citoquinas. Níveis elevados de IL-10, MCP-3, bem como IL-6, no momento do diagnóstico foram também associados com uma posterior hospitalização. Os investigadores explicaram que estas citoquinas ajudam a regular a inflamação despoletada pela resposta do sistema imune inato.
 

“Os pacientes incluídos no estudo conseguiram lidar com a infeção e até eliminá-la dos pulmões entre uma semana e 10 dias. O problema dos pacientes com o tipo de resposta imune identificada é o ambiente inflamatório instaurado nas vias respiratórias, o qual foi criado pelo sistema imune em resposta ao vírus”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Paul Thomas.
 

O estudo também apurou que as crianças e os adultos conseguiram eliminar o vírus de uma forma similar. De facto, tendo em conta os níveis de citoquinas, as crianças apresentaram uma resposta inflamatória mais agressiva que os adultos. A hiperatividade da resposta imune foi diminuindo com a idade.
 

De acordo com os investigadores, estes resultados também ajudam a explicar por que motivo as crianças apresentam um maior risco de terem complicações associadas às infeções pelo vírus influenza.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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