Gripe das aves: Últimas análises continuam a não detectar casos em Portugal

Direcção-Geral de Veterinária (DGV)

31 agosto 2011
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A Direcção-Geral de Veterinária (DGV) sublinhou hoje que as últimas análises a aves selvagens continuam a não detectar casos positivos de gripe aviária em Portugal, depois da  ONU alertar para um eventual ressurgimento do vírus H5N1.

 

A Agência da ONU para a Agricultura e a Alimentação (FAO) recomendou hoje "uma vigilância reforçada" do vírus da gripe das aves, num momento em que uma estirpe mutante do vírus H5N1 foi identificada na Ásia.

 

Perante esta situação, a Direcção-Geral de Veterinária disse hoje à agência Lusa que as 3.708 amostras feitas em 375 explorações/estabelecimentos e 163 aves selvagens não detectaram casos de gripe das aves em território nacional.

 

"Até à data nunca foi detectada gripe aviária de alta patogenicidade em Portugal", sublinha o organismo, tutelado pelo Ministério da Agricultura.

 

A entidade salientou ainda que desde 2003, quando Portugal iniciou a monitorização de gripe aviária em aves de capoeira e aves selvagens, nunca foram encontrados resultados positivos "para os subtipos H5 e H7 de alta patogenicidade nas análises efectuadas às amostras recolhidas naquelas aves".

 

Entre 2003 e 2010 - e abrangendo espécies cinegéticas (patos e perdizes em especial) e aves de capoeira domésticas - foram colhidas e analisadas 52.627 amostras de aves domésticas e 10.274 amostras de aves selvagens, indicou o mesmo organismo.

 

De acordo com dados da Direcção-Geral de Veterinária, não foram encontrados casos de gripe aviária de alta patogenicidade em aves domésticas e selvagens na Europa.

 

No entanto, foi detectado um total de 36 focos de gripe das aves de baixa patogenicidade em aves domésticas no continente europeu: 23 na Alemanha (último foco a 26 de Julho deste ano), nove em Itália (a 12 de Julho) e quatro na Holanda (a 27 de Junho).

 

Em aves selvagens foram encontrados cinco focos, todos eles na Hungria. O último caso foi detectado a 14 de Janeiro.

 

Ainda assim, a Direção-Geral de Veterinária afirmou que "existe um plano de contingência actualizado regularmente, de acordo com as directrizes da Comissão Europeia", e que "têm sido efectuados exercícios de simulação para testar a capacidade de resposta a uma situação de emergência".
 

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