Gripe das aves é mais perigosa do que se pensava

Impacto do vírus pode ter sido subestimado

28 fevereiro 2005
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O impacto da gripe das aves pode ter sido subestimado, alertam cientistas britânicos, segundo os quais este vírus ataca vários órgãos do corpo humano e não apenas os pulmões, como se acreditava até agora.
 

 

Os peritos, da Universidade de Oxford, suspeitam que a gripe das aves não se limita aos órgãos respiratórios e afirmam, num artigo publicado na revista «New England Journal», que na sua opinião o vírus é também transmissível entre humanos.
 

 

Se este novo vírus se adaptar à espécie humana e adquirir a capacidade de se transmitir entre pessoas, os especialistas acreditam que um terço da população mundial será infectada e um por cento dos infectados acabará por morrer.
 

 

Para os especialistas existem semelhanças entre a gripe das aves e a gripe espanhola de 1918, que causou a morte de milhões de pessoas em todo o mundo. Os especialistas lembraram que estamos a aproximar-nos do fim do período interpandémico - surge uma pandemia de gripe em intervalos que podem ir dos 10 aos 50 anos e a última ocorreu em 1968 - sendo esta a altura de reforçar a vigilância.
 

 

Até agora, o total de casos confirmados é de 55, entre eles 42 mortais, todos na Ásia, mas os peritos britânicos consideram que se tem subvalorizado o problema. Os investigadores estudaram a morte de dois irmãos que viviam numa única casa com os pais no sul do Vietname. Os irmãos foram internados num hospital afectados com gastroenterite e encefalite aguda, e nenhum deles manifestou qualquer sintoma de problemas respiratórios. As análises efectuadas indicam, no entanto, que um dos irmãos, uma criança de quatro anos, tinha sinais do vírus da gripe das aves nas fezes, sangue, nariz e nos fluidos do cérebro.
 

 

Fonte: Lusa
 

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