Greve no Santa Maria

Médicos param esta semana

16 dezembro 2002
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Os médicos do Hospital de Santa Maria vão estar em greve esta semana, entre os dias 16 e 20 de Dezembro, anunciaram na semana passada o Sindicato Independente dos Médicos e o Sindicato dos Médicos da Zona Sul.
 

 

Os médicos daquela unidade de saúde reivindicam a aplicação do Decreto-Lei nº 92/2001, de 23 de Março, segundo o qual todos os médicos da mesma categoria deverão receber igual salário pelas horas extraordinárias, com retroactivos a 1 de Julho de 2000, anulando a diferença existente entre os médicos com e sem dedicação exclusiva.
 

 

Os médicos que trabalham 35 horas por semana esperam o mesmo salário pelas horas extraordinárias aplicado aos profissionais que fazem 42 horas e dizem que fizeram um primeiro pedido à administração em Maio de 2001.
 

Os médicos exigem agora ao Conselho de Administração do Santa Maria a aplicação integral da lei alegando que esta «já foi aplicada em muitos hospitais e centros de saúde do País». Entre outros estão o Hospital de São João, no Porto, muito semelhante nas suas características e funcionamento do Hospital de Santa Maria.
 

 

Aqueles profissionais de saúde alegam ainda que o Conselho de Administração solicitou ao Governo a aplicação da lei em finais de Outubro deste ano, «mas apenas com efeitos a partir do dia 1 de Novembro de 2002», facto que consideram «inexplicável e inaceitável, por ser injusto relativamente aos outros hospitais semelhantes».
 

 

Os profissionais estranham que a situação legal ainda não tenha sido resolvida tanto mais que há um mês houve uma reunião entre o Conselho de Administração e o Governo e exigem por isso o «fim do impasse».
 

 

Segundo um comunicado dos dois sindicatos os médicos «a sobrecarga de trabalho e a injustiça de pagamento levaram a que os médicos mais novos, terminando o internato de especialidade, abandonassem o Hospital de Santa Maria para irem trabalhar em unidades de saúde mais compensadoras, situação que tem levado à penúria de médicos aqui existente».
 

 

O documento diz ainda que «poucas centenas» de médicos «suportam todo o Serviço de Urgência Central, Pediátrica, Ginecologia e Anestesia».
 

 

Fonte: Diário Digital
 

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