Greve: Médicos falam de «panorama esmagador»

Ministro da Saúde apela ao bom senso

30 janeiro 2003
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O primeiro dos três dias de greve dos cerca de seis mil médicos dos centros de saúde traduz-se hoje num «panorama esmagador» com adesões à paralisação que rondam os 90 por cento no Norte e Centro do país, segundo dados da FNAM
 

Mário Jorge Neves, da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), disse à agência Lusa que a forte adesão é uma «resposta inequívoca e esmagadora» contra o diploma do governo que altera as regras de funcionamentos dos centros de saúde.
 

 

Se o ministério não alterar imediatamente as suas intenções face à gestão dos centros de saúde, a luta dos sindicatos vai continuar e alargar-se aos hospitais, advertiu Mário Jorge Neves.
 

 

Reconhecendo o clima de «contestação», o ministro da Saúde, Luís Filipe Pereira optou por apelar ao «bom senso» e à «serenidade» dos médicos dos centros de saúde, que contestam a aprovação do diploma que altera o funcionamento destes centros. Em declarações à Lusa, fonte do ministério adiantou que cerca de 62 por cento dos médicos aderiu à greve. Por regiões, o Norte foi a zona do país com mais elevada percentagem de médicos em greve (67%), seguida do Centro (63%), Lisboa e Vale do Tejo (61%), Algarve (51%) e Alentejo (46%).
 

 

O Governo contrapõe que o documento foi discutido por todos os parceiros e que não mexe nos direitos dos médicos, mas os sindicatos não desarmam e sublinham que a adesão à greve vai aumentar nos próximos dias, atingindo o seu máximo na sexta-feira.
 

 

Para minimizar os efeitos da paralisação, o ministro decidiu reforçar as urgências nos hospitais e pedir às administrações regionais de saúde que instruam os centros de saúde no sentido de darem prioridade aos utentes que nestes três dias ficarem sem consultas.
 

 

Fonte: Lusa
 

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