Greve geral na saúde já em Outubro

Plataforma dos sindicatos da saúde apresenta data

25 setembro 2002
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A segunda quinzena de Outubro foi o timing escolhido pela Plataforma dos Sindicatos da Saúde para realizar a greve geral do sector, decidida na reunião de terça-feira e noticiada ontem pelo DN.
 

 

Segundo fontes da plataforma, esta acção deverá ser acompanhada por outras iniciativas, pois o objectivo é pôr em marcha um pacote de medidas que visam contestar a Lei de Gestão Hospitalar e, por acréscimo, as sociedades anónimas para estabelecimentos de saúde, contratos laborais, aumentos salariais e formação.
 

 

O Ministério da Saúde já reagiu. Luís Filipe Pereira disse ao DN que "a greve é um direito legítimo das estruturas sindicais, mas nós não nos desviaremos da linha de conduta que consideramos dever estar ao serviço da população". O governante defende que este avanço dos sindicatos para uma segunda greve geral não é mais do que uma manifestação de "receio e de resistência à mudança", sublinhando que "no ministério existem cerca de 100 mil funcionários, mas há dez milhões de portugueses à espera de melhores cuidados de saúde".
 

 

Luís Filipe Pereira sublinha que a aprovação da Lei de Gestão Hospitalar, que hoje deverá receber o "sim" do hemiciclo, é "fundamental". E tudo "para se acabar com situações, como 120 mil utentes em lista de espera.
 

 

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses também criticou ontem uma decisão da Administração Regional de Saúde do Norte, que prepara o despedimento de 40 enfermeiros do Hospital de Amarante ao "abrigo de uma lei que ainda não existe".
 

 

Ler tudo: Diário de Notícias
 

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