Greve dos médicos declarada em Setúbal

A razão já é conhecida: falta do pagamento de retroactivos

26 agosto 2003
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Chegou a vez dos médicos do Hospital São Bernardo, em Setúbal, fazerem greve. O motivo é o mesmo pelo qual outros colegas já tiveram de a fazer este ano: o não pagamento dos retroactivos correspondentes a horas extraordinárias do mês de Julho de 2000 e de Dezembro de 2002.
 

 

A greve abraça três semanas e tem início marcado para o dia 6 de Setembro, prolongando-se até ao dia 29 do mesmo mês. Durante este período, os médicos vão cumprir 24 horas semanais de trabalho. Apesar da paralização, os serviços mínimos do hospital estarão assegurados assim como o serviço de urgência.
 

 

Carlos Arroz, secretário geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), afirmou, em declarações à TSF, que esta greve vai abranger todos os “médicos e não apenas os que têm horários de 35 horas”. Isto deve-se ao facto dos restantes profissionais estarem “solidários com os colegas”.
 

 

Com esta tomada de posição da classe médica, a capacidade de resposta de determinados serviços daquele hospital ficará abalada. O secretário geral do SIM admitiu que é “previsível que ocorram rupturas em alguns serviços”, sobretudo nos de cardiologia, obstetrícia, anestesia e cirurgia geral, devido ao “défice nos recursos humanos”.
 

 

A decisão pela greve foi tomada depois dos médicos terem tentado várias alternativas para a resolução do problema em causa com a administração do Hospital São Bernardo, que alegou não possuir verbas para o pagamento dos retroactivos em dívida e de, até ao momento, ainda estar à espera que a tutela envie a quantia necessária para o fazer.
 

 

Fonte: TSF

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