Greve de enfermeiros pode estender-se ao Norte e Centro

Aviso do Sindicato de Enfermeiros Portugueses

13 agosto 2015
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Os enfermeiros admitem estender a greve regional que tem decorrido no Sul do país ao Norte e Centro do território ainda durante este mês, revela uma notícia divulgada pela agência Lusa.
 
Segundo este órgão de informação, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) contesta que o ministro da Saúde “retire” aos enfermeiros “para custear Misericórdias, PPP [Parcerias Público-Privadas] e outros grupos profissionais”.
 
Nesse contexto, os enfermeiros questionam a tutela sobre se esta é a sua lógica de “equilíbrio orçamental”, já que é o argumento usado pelo ministério da Saúde como “justificação para protelar a revisão salarial dos enfermeiros”.
 
Para o dirigente do SEP, José Carlos Martins, em declarações à Lusa, “é inadmissível que o Ministério da Saúde não apresente uma contraproposta de revisão global das questões salariais, tal como o governo já apresentou a outros setores”.
 
“Apresentámos uma contraproposta de revisão global dos salários a 28 de abril e o Ministério da Saúde ainda não apresentou nenhuma proposta”, disse.
 
“Na última reunião, a única questão de um lote de sete ou oito propostas que apresentámos, o Ministério da Saúde respondeu a uma”, no sentido de “reposicionar colegas, cerca de 13 mil jovens profissionais em Contrato Individual de Trabalho (CIT), na primeira posição da tabela salarial e sem faseamentos de dois ou três anos como anteriormente tinha proposto”, explicou José Carlos Martins.
 
No entanto, o SEP quer o pagamento “imediato”.
 
Apesar de o sindicato considerar que “o diálogo não está quebrado”, uma vez que há reuniões marcadas para setembro, avisa que “depois desta greve em Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve, e caso o Ministério da Saúde continue sem avançar com nenhuma contraproposta, avançaremos com greves na região Norte e Centro, ainda em agosto”.
 
De resto, o SEP não coloca de parte uma greve nacional caso o impasse prossiga.
 
Sobre o impacto da greve nos doentes e familiares, José Carlos Martins referiu que estes “compreendem”, até porque sabem “que são os enfermeiros que estão sempre presentes”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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