Greve de enfermeiros no Norte e Centro do país

Confirmação do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses

18 agosto 2015
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Os enfermeiros das regiões Norte e Centro vão estar de greve dias 19 e 20 deste mês como protesto contra a ausência de propostas do Ministério da Saúde, relativamente a questões salariais, ameaçando tomar ainda outras medidas, relata a agência Lusa.
 
No seguimento das greves em Lisboa, Alentejo e Algarve, de 11 a 13 de agosto, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) confirmou em conferência de imprensa, que a mesma irá estender-se às restantes regiões de Portugal continental durante este mês. 
 
Como motivo, o SEP alega que, das quatro propostas apresentadas à tutela, apenas obteve uma contraproposta e que esta ainda não foi sequer concretizada.
 
Em causa para o protesto dos enfermeiros estão a revisão da grelha salarial, o reposicionamento dos atuais enfermeiros nas novas grelhas salariais que forem negociadas, o suplemento remuneratório para enfermeiro especialista e a harmonização salarial dos enfermeiros em Contrato Individual de Trabalho (CIT).
 
De acordo com as declarações recolhidas pela Lusa, o Ministério da Saúde apresentou, a 27 de julho, uma proposta de harmonização salarial para cerca de 10 mil enfermeiros em CIT, mas não os “reposicionou de imediato” e “não apresentou contrapropostas em relação às outras três matérias”, o que justifica esta nova greve, apesar de se manter agendada nova reunião de negociações para 8 de setembro.
 
Segundo o sindicato, apesar das greves que já se realizaram este mês, o Governo continuou sem apresentar contrapropostas negociais e sem resolver outros aspetos apresentados nas reuniões de negociação.
 
O SEP acusa ainda o ministério de falsidade quando argumenta que “o Governo não legisla sobre grelhas salariais”, já que o fez com a criação da carreira de Técnico Especialista em Orçamento e Finanças Públicas, com uma nova grelha salarial, que “não legisla sobre suplementos”, pois já o fez para médicos que exerçam na periferia, e “que não negoceia as 35 horas semanais”, o que já fez com as forças de segurança.
 
No que diz respeito à decisão do Ministério da Saúde de suspender as negociações em curso face à greve que se realizou em Lisboa e Vale do Tejo, que considerou “sem qualquer consequência prática”, o SEP considerou tratar-se de uma “forma de chantagem”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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