Greve da Federação Nacional dos Médicos

Ministério da Saúde rejeita acusações feitas ao Código de Ética

08 julho 2014
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A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) não vai voltar atrás na greve, que está marcada para dia 8 e 9 deste mês, e admite endurecer a luta se o Governo mantiver a "lei da rolha" e as políticas de degradação do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que a publicação do código de conduta ética, a que os médicos chamam "lei da rolha", a reforma hospitalar, o encerramento e desmantelamento de serviços, a falta de profissionais e de materiais e a atribuição de competências aos médicos, para as quais não estão habilitados, são os principais motivos na base da convocação desta greve.
 

“Há agora, com a pressão da greve, o anúncio da abertura de concursos para contratação de médicos”, disse em conferência de imprensa a dirigente da FNAM Pilar Vicente, acrescentando: “As questões não estão resolvidas, não há volta atrás”.
 

Depois da greve, os médicos vão aguardar pelas respostas da tutela às propostas apresentadas pelos sindicalistas e não descartam a possibilidade de realizar outra greve ou enveredar por “novas formas de luta”.
 

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, referiu que a central sindical “está solidária com esta greve e seus objetivos”, considerando que o Governo está a “destruir um dos alicerces mais importantes da população”.
 

Para o sindicalista, o que “está em marcha é algo de afrontoso, que põe em causa os cuidados de saúde aos utentes”, pelo que está na altura de responsabilizar a tutela.
 

Por outro lado, o Ministério da Saúde rejeitou a acusação da FNAM de que o Código de Ética é uma "lei da rolha" e frisou que o documento não pretende limitar a liberdade de expressão.
 

"Este Código de Ética tem diversos propósitos, mas nunca o de interferir na liberdade de expressão [dos médicos]", refere uma nota do Ministério da Saúde enviada à agência Lusa.
 

"O código em causa é um documento abrangente, que tem como preocupação obter uma melhor regulamentação sobre os conflitos de interesse e a prestação de serviços aos portugueses, de forma a evitar as possibilidades de fraude e corrupção, abordando também as questões relacionadas com o sigilo profissional", acrescentou o Ministério da Saúde.

 

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