Gravidez: Uso de antibióticos e as alergias dos bebés

Asma, rinite e eczema são algumas das doenças provocadas pelos fármacos

15 outubro 2002
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Um mega estudo realizado com crianças britânicas indicou que os filhos de mulheres que tiveram uma infecção ou usaram antibióticos durante a gravidez estão mais propensos a sofrer de doenças alérgicas como asma, rinite ou eczema cutâneo.
 

 

«Os resultados não significam, no entanto, que as grávidas abandonem os antibióticos necessários durante a gravidez» , explicou à Reuters Michael J. Welch, pediatra de San Diego (Califórnia) e porta-voz da Academia Americana de Pediatria.
 

 

Estudos anteriores demonstraram que certas doenças, como infecções urinárias, podem aumentar o risco de parto prematuro, morte fetal ou atraso mental do bebé quando não são tratadas com antibióticos.
 

 

«É um estudo interessante, mas ainda não temos todas as peças do quebra-cabeça e, por isso, as grávidas não devem alterar o uso de antibióticos », apelou Welch.
 

 

Durante a investigação, a equipa de Tricia McKeever, da Universidade de Nottingham, Grã-Bretanha, avaliou os registos médicos de quase 25 mil crianças e mães, segundo o artigo publicado no American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine.
 

 

As crianças expostas a antibióticos ainda no útero tiveram um risco maior de asma, rinite e eczema, comparadas com os filhos de mulheres que não usaram o medicamento na gravidez.
 

 

«Cerca de um terço das mães recebeu prescrição de um ou mais tratamentos com antibióticos durante a gravidez e esta exposição foi associada ao aumento da incidência das três doenças alérgicas». Os cientistas também verificaram que uma infecção na gravidez também foi associada a um pequeno aumento no risco de alergia do filho.
 

 

Como o desenvolvimento do sistema imunológico ocorre ainda no útero, alguns especialistas levantam a hipótese de falta de imunidade a longo prazo. Tudo porque, adiantam os investigadores, «factores que modifiquem a exposição microbiana neste momento (na gravidez) poderão ter um impacto a longo prazo, ou seja, ampliar o risco de doenças alérgicas, mas os estudos nesta área têm sido muito limitados».
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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