Gravidez: quimioterapia e radioterapia são seguras para os fetos

Estudo apresentado no Congresso ESMO 2014

02 outubro 2014
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A quimioterapia ou radioterapia realizada às mulheres grávidas não tem impacto negativo no desenvolvimento mental e cardíaco da criança, dá conta um estudo apresentado no Congresso ESMO 2014.
 

“Quando a quimioterapia é administrada após o primeiro trimestre de gravidez, não se detetam problemas nas crianças. O medo associado ao riscos da administração da quimioterapia não devem ser uma razão para interromper a gravidez, atrasar o tratamento contra o cancro ou acelerar o parto”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Frederic Amant.
 

O receio sobre o potencial impacto do tratamento oncológico nos fetos tem deixado os oncologistas hesitantes quando à administração deste tipo de tratamentos às mulheres grávidas e com cancro. Assim, de forma a abordar esta temática, os investigadores do Hospital Universitário de Leuven, na Bélgica, realizaram dois estudos.
 

No primeiro estudo, os investigadores contaram com a participação de 38 crianças que no período pré-natal foram expostas à quimioterapia e com 38 que não foram expostas a este tipo de tratamento. Quando as crianças atingiram, em média, os dois anos de idade não foram verificadas diferenças significativas no desenvolvimento mental. As dimensões e funções cardíacas das crianças dos dois grupos estavam também dentro da gama de valores considerados normais.
 

O segundo estudo incluiu 16 crianças e 10 adultos que tinham sido submetidos à radioterapia durante o período pré-natal. Os investigadores verificaram que os parâmetros neuropsicológicos, comportamentais e da saúde geral dos participantes expostos ao tratamento encontravam-se dentro de valores normais.
 

O investigador espera que estes novos resultados forneçam aos médicos a evidência que eles necessitam para que as mulheres grávidas e com cancro recebam o melhor tratamento possível. “Os nossos dados vão informar os médicos e as pacientes e ajudá-los a tomar decisões”, acrescentou, Frederic Amant.
 

A gravidez, particularmente a gravidez avançada, tem sido tradicionalmente uma contraindicação para a radioterapia. As novas técnicas de radiação bem como as simulações mais sofisticadas podem alterar este cenário. Contudo, o investigador acrescenta que é sempre necessário ter alguma cautela sempre que se administra radioterapia a uma mulher grávida.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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